Elas confirmam: Adotar é tudo de bom!

Além de um ato de amor, a adoção é, também, um ato de muita responsabilidade

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Juliana Maia possui seis cães adotados (foto: Arquivo Pessoal)
Juliana Maia possui seis cães adotados (foto: Arquivo Pessoal)

Meg é carinhosa e educada. Tila é protetora e territorialista. Zara, quieta e dorminhoca. Sofia, agitada e traquina. Lilica, dengosa e valente. Luck, brincalhão e ciumento. Apesar de serem bem diferentes, esses cachorros convivem juntos e possuem, em comum, algo muito especial: são adotados.

Alguns deles foram tirados das ruas, onde passavam fome e estavam vulneráveis a maus-tratos. Conquistar a confiança e fazê-los entender que agora possuem um lar e estão prontos para serem amados, não foi a tarefa mais fácil da vida da empreendedora e RP Juliana Maia, mas, com certeza, foi uma das que mais valeram a pena. “Conviver com eles é maravilhoso. Uma experiência muito gostosa de amizade, fidelidade e amor sem interesse”, conta.

A nobre atitude, no entanto, nem sempre é vista com bons olhos. Frequentemente, a jornalista Ana Carolina Motta, que já chegou a ter sete cães adotados (a maior parte morreu de velhice), precisa lidar com críticas. “Algumas pessoas questionam o porquê de ajudar animais e não crianças, por exemplo, mas em geral é gente que quer criticar gratuitamente e não faz por onde ajudar nem pessoas e nem bichos. A minha postura é sempre de ignorar o que não contribui, o que não agrega”, revela.

Ana Carolina com Benedicto - o negão charmoso- e Gustavo -que nem deu ousadia para a foto. (Foto: Claudia Magnólia)
Ana Carolina com Benedicto – o negão charmoso- e Gustavo -que nem deu ousadia para a foto. (Foto: Claudia Magnólia)

Para Ana Carolina, o que agrega mesmo alegria à sua vida, é dedicar seu tempo aos “vira-latas” Benedicto, de 4 anos, e Gustavo, de 10, que vivem em sua casa. Além disso, ajuda, sempre que pode, animais que estão em condições precárias. “É extremamente gratificante proporcionar amor e recebê-lo de volta, da forma mais pura possível. Os animais são isso: puro amor”, revela.

Eliandra posa com sua linda Menina, a primeira gatinha que adotou ( foto: Claudia Magnólia)
Eliandra posa com sua linda Menina, a primeira gatinha que adotou ( Foto: Claudia Magnólia)

Mas quem pensa que apenas os cachorros possuem lugar cativo no coração dos adotantes, está enganado. A fisioterapeuta Eliandra Alves, na infância, era alérgica ao pêlo dos felinos, mas, há pouco mais de dois anos, não resistiu aos encantos da gatinha Menina e decidiu ficar com ela. Desde então, a alergia não deu sinal, e isso foi o indicativo de que a família poderia crescer. “Vieram Amora, uma gata de rua adulta que era para ficar só durante o pós-operatório da castração, mas não tive coragem de devolver; Ted, que, miou dois dias nas janelas e adentrou sem pedir licença; e as pimentinhas Princesa e Cristal, que enchem a casa de alegria”, conta.

gatinhos de Eliandra Alves
Depois de Menina, mais quatro gatinhos encontraram na casa de Eliandra um novo lar (Foto: Claudia Magnólia)

Alguns amigos de Eliandra até reclamam que a agenda dela ficou mais restrita devido aos cuidados com os bichinhos, porém, mesmo tendo que abrir mão de muitas coisas, ela não se arrepende da decisão. “A minha felicidade é chegar em casa e ver a carinha deles, todos na porta esperando para deitar no meu colo, receber carinho…”, explica.

Responsabilidade – Além de um ato de amor, a adoção é, também, um ato de muita responsabilidade. Quem tem paixão por animais e deseja oferecer a oportunidade de uma vida digna para um bichinho precisa, em primeiro lugar, se perguntar se está preparado para assumir todas as obrigações que esse gesto demanda. Morar em um local apropriado, receber alimentação de qualidade e ter atendimento veterinário periódico são apenas algumas das necessidades dos animais. “Eles precisam de cuidados com a higiene, lazer, alguém que tenha tempo para brincar, pois precisam de atenção… alguém que os ame e se dedique a eles”, pontua Ana Carolina Motta.

Se você mora em Camaçari e tem interesse em adotar um animal, uma das opções é entrar em contato com Centro de Controle de Zoonoses, por meio do telefone 3627-5753. Há, ainda, o Grupo de Protetores Independentes Salve um Gatinho, que realiza um lindo trabalho, e  o Grupo no Facebook, Adota Camaçari, onde os moradores sempre publicam fotos de animais que estão em busca de um lar.

cmulhermenor

Esse texto foi escrito por Claudia Magnólia. Se gostou, diga: tá legal, tá bacana. Se não gostou, diga: melhore, Magnólia! Mas não deixe de expressar a sua opinião 😉

E-mail: claudiamagnolia@camacarimulher.com.br

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