Aleitamento Materno: conheça mães de Camaçari que não abrem mão deste ato de amor

Inúmeros são os benefícios trazidos pela amamentação, inclusive, o aumento do vínculo entre mãe e filho

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Todo mundo já nasce sabendo, literalmente, que o leite materno é a principal fonte de alimentação para o bebê, que já nasce sedento pelo alimento, e assim que toca o peito da mamãe, sabe exatamente o que fazer para se alimentar de vida. Inúmeros são os benefícios trazidos pela amamentação, além de contribuir, significativamente, para o aumento do vínculo entre mãe e filho, o leite materno é o alimento mais completo e equilibrado que existe, pois atende a todas as necessidades de nutrientes e sais minerais da criança até os seis meses de idade, colabora para a formação do sistema imunológico da criança, previne alergias, previne a anemia, protege a mãe contra o câncer de mama e de ovário, de doenças cardiovasculares, sem falar que é de graça, natural, prático, está sempre na temperatura correta e não desperdiça recursos naturais.

No entanto, apesar de linda, saudável e gratificante, para muitas mulheres, amamentar não é uma tarefa tão fácil. Algumas precisam enfrentar dolorosas dificuldades para conseguir alimentar seus filhotes. Seja porque não têm uma vasta produção de leite e, em muitos casos, precisam complementar a alimentação do bebê com leite artificial, ou, por conta dos ferimentos nos mamilos causados com o atrito da sucção, o que leva diversas mamães até a desistirem de vez da amamentação, sem contar aqueles outros casos em que a mulher tem medo de que amamentar resulte na “queda” dos seios.

Elaine e Bernardo

“A mulher precisa se reconhecer como provedora de uma vida”, é o que afirma a doula e consultora em aleitamento materno, Maria Elaine Valadão, 32 anos. Após enfrentar dificuldades para amamentar o pequeno Bernardo, ela buscou ajuda profissional e acabou adotando a mesma profissão que a fez ter condições de amamentar o filho até os dois anos e meio. Elaine afirma que a amamentação é a revelação do poder que a mulher tem de nutrir uma criança, além de todas as vantagens que este ato traz, desde o custo x benefício – alimento completo, na quantidade certa e gratuito – ao fortalecimento dos laços entre mãe e filho, uma vez que, para o bebê, o peito simboliza muito mais que alimento. “É o aconchego, lugar onde ele se sente seguro, uma continuidade do útero após o parto”, complementa.

O leite materno é rico em gordura, proteína, carboidratos, minerais, vitaminas, enzimas e imunoglobulinas que protegem a criança contra várias doenças. Não existe nenhum leite artificial que chegue tão próximo do leite materno, no seu valor nutricional.

Viviane durante o Curso Preparatório para Amamentar

Habituada a ministrar o Curso Preparatório para Amamentar e Cuidados com o Bebê para diversos futuros papais, avós e babás, a enfermeira, Viviane Souza, da Amamente Bem, especializada em consultoria de Enfermagem em Amamentação, salienta que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a alimentação feita exclusivamente por meio do aleitamento materno, evitaria cerca de 500 mil mortes de recém-nascidos até seis meses de vida, e evitaria 50% das internações por diarreia. “Por isso, é fundamental para a vida do bebê que a mãe dê apenas leite materno nos primeiros seis meses de vida e, como alimentação complementar, até os dois anos ou mais. Ao contrário do que ocorre com os demais mamíferos, a amamentação da espécie humana não é um ato puramente instintivo. Mães e bebês precisam aprender a amamentar e ser amamentados”, ressalta.

E inúmeras são as histórias de mulheres, em Camaçari, que passaram e passam por dificuldades para amamentar. Muitas fazem parte do Grupo Virtual de Amamentação no Facebook (GVA), onde se deparam com histórias semelhantes, dividem experiências e se ajudam. É o caso de Maria Cristina Oliveira, 43 anos, mãe de Ain Inaiê, que ainda na maternidade, não conseguiu amamentar a filha. “Pari sob cesariana, por ter sido gestação e parto de alto risco. Tive reação a anestesia e não fui orientada a amamentar logo. Não tive orientações sobre a pega correta e, já em casa, tive ferimentos na mama esquerda, o que causava muita dor. Além disso, toda a dificuldade e solidão do puerpério (período que compreende a fase pós-parto, quando a mulher passa por alterações físicas e psíquicas até que retorne ao estado anterior à sua gravidez), associadas a outras questões pessoais, impediram meu leite de “descer”. Mas com a ajuda do GVA e todo o apoio e carinho dos meus pais, consegui superar todas as dificuldades, e pude amamentar a minha filha tranquilamente. 

Maria Cris e Inaiê

Hoje, ela já está com um ano e nove meses e eu ainda a amamento. Ela é super saudável!”, relata. Convencida da importância do leite materno como grande fonte de saúde, Maria aconselha que gestantes e puérperas cuidem muito bem da alimentação e busquem ter hábitos saudáveis. “Além disso, empoderar-se como mãe, o desejo em amamentar e a possibilidade de estar integralmente com o filho, são fundamentais para facilitar a maternagem. Complemento e mamadeira não substituem o leite materno. Amamentar requer dedicação, entrega e persistência”, finaliza.

E na Semana Mundial de Aleitamento Materno, celebrada entre os dias 1 e 7 de agosto, que já envolve mais de 120 países, e tem o objetivo de facilitar e fortalecer a mobilização social para a importância da amamentação, as mamães de Camaçari participam do Mamaço (evento pró-amamentação, que visa mostrar a importância da aleitamento materno e acabar com o preconceito contra mães que amamentam em lugares públicos), que será realizado neste sábado (06/08), às 15h, no Boulevard Shopping, em Camaçari.

cmulhermenor

Esse texto foi escrito por Elba Coelho. Se gostou, diga: tá legal, tá bacana. Se não gostou, diga: melhore, Elba!

E-mail: elbacoelho@camacarimulher.com.br

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