Motogirls: camaçarienses driblam o medo sobre duas rodas

E nesse novo cenário a necessidade vira paixão

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Foi-se o tempo em que as mulheres eram conhecidas por pilotar fogão. Conquistando espaços cada vez maiores, elas se destacam, também, sobre duas rodas. Em meio aos carros, bicicletas, pedestres e até mesmo olhares duvidosos, elas seguem pilotando e driblando o medo e a insegurança em busca dos seus destinos. Sensação de liberdade, agilidade, ótima relação custo/benefício, facilidade de estacionamento, são alguns dos motivos que fazem as motos caírem no gosto da mulherada. E nesse novo cenário de Motogirl, Mototáxi, Moto Cross e Rali, as intenções deixaram de ser necessidade para virar paixão.

Moto-camaçari-mulher-motogirl-AriclesiaApaixonada pela sua moto modelo Suzuki I 125cc, a operadora, Ariclesia Almeida, de 32 anos, sente na pele essa adrenalina há cinco anos. Ela conta que aprendeu a pilotar com o esposo, e logo em seguida procurou uma autoescola para se regularizar. Ariclesia alerta que esse tipo de veículo requer muito cuidado e atenção, e conta que já passou por situações desafiadoras que colocaram à prova sua própria coragem. “Certa vez peguei uma estrada debaixo de chuva, com relâmpagos e trovões, a água chegou a cobrir os pneus da moto e, por pouco, não perdi a estabilidade. Nesse momento tive que agir com cautela e redobrei o cuidado, pois como a água, a visibilidade fica bem limitada, e o risco de cair em um buraco ou até derrapar aumentam, mas graças a Deus correu tudo bem”, relata.

Moto-camaçari-mulher-motogirl-TayslainePara a técnica de segurança Taislaine Silva, de 21 anos, atenção às regras de trânsito, disposição em aprender, cautela, atenção, prudência, discrição e paciência são algumas das características presentes nas motogirls. “Essas habilidades têm a capacidade de prever e avaliar com mais rapidez as consequências de suas manobras”, explica. Pilotando uma moto modelo Dafra Zig+, ela conta que se sente livre e independente, além de responsável quando está carregando alguém na garupa. Orgulhosa por ter conquistado sua primeira moto, Taislaine não enxerga obstáculos quando os objetivos já estão traçados.

Moto-camaçari-mulher-motogirl-TamiresQuem também não fica atrás quando o assunto é andar sobre duas rodas é a analista administrativa, Tamires Oliveira, de 28 anos. A bordo de uma Fazer 150cc, ela conta que descobriu essa paixão há dez anos através dos amigos. Desafiando o mundo com uma moto grande, ela não se intimida e se supera a cada dia. “Sempre fui muito ousada e meus amigos corajosos, eu pegava a moto deles e saía ‘barbeirando’ até conseguir andar. Por sorte, nunca caí”, conta. Tamires revela que não existe nenhum bicho de sete cabeças em conduzir uma moto, porém, para “trafegar pelas estradas” é necessário ter confiança. “Antes de sair por aí, devemos acreditar realmente no nosso potencial, além de ficar atentas a diversos fatores externos, como: pedestres, veículos, animais, sinalização, documentação do veículo, e sempre usar o capacete, além dos fatores internos, como cuidados com a saúde física e psicológica, cuidando para que não comprometa a condução. Ah! E, é claro, possuir habilitação”.

Com a rotina corrida, a necessidade de estar em diversos locais em um espaço mínimo de tempo se tornou fundamental. E assim seguem elas, de motonetas a grandes máquinas, com um objetivo em comum: serem livres, corajosas e independentes, condutoras dos próprios destinos.

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Esse texto foi escrito por Joice Santos. Se gostou, diga: tá legal, tá bacana e compartilhe com seus amigos. Se não gostou, diga: melhore, Joice! mas não deixe de compartilhar com seu amigos 😉

E-mail: joicesantos@camacarimulher.com.br

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