Camaçarienses revelam os bastidores da profissão de Modelo

Vista como uma carreira glamorosa e divertida, ser modelo se tornou o sonho de muitas meninas

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Quem nunca brincou de médico, cantor ou professor com os amigos, não sabe o que é ser criança. Palito de picolé vira bisturi, escova de cabelo vira microfone e a garagem de casa vira sala de aula, assim a imaginação ganha vida e, nesse cenário, o céu é o limite. Do mesmo modo das profissões tradicionais, “modelar” também faz parte do mundo lúdico das garotas. Vista como uma carreira glamorosa e divertida, ser modelo se tornou o sonho de muitas meninas.

A profissão oferece centenas de atrativos: books perfeitos, maquiagens maravilhosas, roupas exuberantes, viagens para os destinos mais badalados do mundo, sem falar na oportunidade de conhecer muitas pessoas, inclusive artistas, frequentar festas disputadas e ainda ter sua beleza apreciada pelo mundo inteiro.

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Mas assim como a maioria das profissões, modelar também tem seus percalços, é o que confirma a camaçariense Lenny Nunes, de 17 anos, que hoje faz carreira internacional. Mesmo sem nunca ter imaginado ser modelo, Lenny conta que resolveu participar do concurso Top Model Camaçari 2015, por influências de amigos, onde conquistou o título Top Model fotogenia, de lá pra cá, viu sua vida se transformar de uma maneira intensa. A primeira grande mudança, foi ter que trocar de cidade. Acostumada com a vida na cidade natal, Lenny se sentiu confusa ao saber que iria morar em São Paulo. camaçari-mulher-modelos-profissão-bastidores (6)Após um ano na grande metrópole, sua carreira deslanchou ainda mais. Hoje, a moradora do bairro Cristo Redentor, faz diversos trabalhos, inclusive em Los Angeles (EUA). “Me sinto realizada e muito feliz com a vida que levo. Para mim, modelar se tornou uma necessidade. A cada dia que eu acordo, que faço um trabalho novo, ou conheço novos lugares, eu me apaixono ainda mais pelo mundo da moda. Porém, ainda há muito o que conquistar, pretendo fazer a diferença, impor minha personalidade e mostrar que sou capaz. Ainda quero ajudar a melhorar a vida dos meus pais e, mais na frente, poder ajudar mais pessoas” pontua a modelo.

camaçari-mulher-modelos-profissão-bastidores (5)Vivendo há mais de um ano longe dos entes queridos, Lenny conta que às vezes a saudade aperta e, para amenizar, ela tenta se distrair focando no trabalho. Além de manter o corpo sempre em forma e com as medidas necessárias, a sensação de que, a qualquer momento pode ser esquecida pelo mercado da moda, é outro fantasma que amedronta a profissional, por isso, é fundamental estar sempre antenada. “Procuro ocupar todo o meu dia, fico conectada “24 horas”, faço o máximo para manter o peso, vou aos castings(teste realizado para a marca ou cliente ver a modelo pessoalmente) que é encaminhado pelo booker (agenciador que direciona a modelo para castings), além de fazer minha própria comida, estudar inglês, ler livros…”, relata.

 

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De certo que a profissão tem seus altos e baixos, mais quando consegue conciliar, prazer com trabalho, tudo fica mais fácil, é o que afirma a camaçariense e atual Rainha do Carnaval de Salvador, Caroline Amaral, de 20 anos. Carol, como costuma ser chamada, conta que o sonho de ser modelo começou ainda criança. Seu primeiro contato com o mundo da moda, foi em um concurso realizado por um site local, quando tinha 10 anos. Motivada por um fotógrafo que viu nela um grande potencial, Carol se encheu de coragem e não parou mais. camaçari-mulher-modelos-profissão-bastidores (7)Hoje, a Rainha do Carnaval é contratada de um agência de Salvador, e por lá, tem diversos trabalhos, faz fotos para catálogos, viagens, recepção em grandes eventos, clipes, comerciais, etc. “Sou de me jogar, gosto de desafios, e de trabalhar com a minha imagem, isso pra mim é gratificante. Amo trabalhar sorrindo, esbanjando simpatia, por isso prefiro posar para as fotos do que encarar uma passarela, que normalmente tem que ser mais séria”, revela.

camaçari-mulher-modelos-profissão-bastidores (3)Diferente da Top Model Lenny, Carol, não precisou se afastar da família para seguir carreira, o que pra ela ajuda bastante, pois o apoio da família de pertinho, é o que lhe estimula a prosseguir. “Minha rotina é bem louca e bagunçada. Pelo fato de ser uma profissão bem instável, às vezes não dá tempo de ir na academia, fazer tratamentos estéticos, me alimentar corretamente, sair com meus amigos… Mas quando a gente ama o que faz é assim”, conta.

Visibilidade, fama, patrocinadores, network, viagens, glamour, tudo isso é bem atrativo, mas para ser bem remunerada no mundo da moda, é necessário também investir e ser paciente.

“Não existe isso de que modelo fica rica fácil, porque, para ser sincera, essa profissão não é nada fácil. Somente com o decorrer do tempo, à medida em que a modelo faz trabalhos, se aperfeiçoa e seu nome cresce, é que os cachês vão melhorando”, ressalta Lenny.

“Para fazer sucesso, a modelo tem que aparecer, e para aparecer, tem que fazer diversas pontes pelo mundo afora”, afirma Carol Amaral.

Modelar não é somente emprestar uma imagem para apresentar um produto ou serviço. É preciso ter carisma, empatia, paciência, resistência, e acima de tudo, muito amor pela profissão.

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Esse texto foi escrito por Joice Santos. Se gostou, diga: tá legal, tá bacana e compartilhe com seus amigos. Se não gostou, diga: melhore, Joice! mas não deixe de compartilhar com seu amigos 😉 E-mail: joicesantos@camacarimulher.com.br

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