Comemorar o quê neste 08 de março?

Mais um Dia Internacional das Mulheres chegou! Com ele, várias promoções, homenagens, cartões bonitinhos e até flores distribuídas nas ruas. É legal? É legal! Mas sabe o que é legal mesmo, de verdade? Respeito e igualdade. Infelizmente, não é todo dia que a mulher é reverenciada, e apesar de tudo o que foi conquistado até aqui, ainda existe um loooooongo caminho a ser percorrido. O Camaçari Mulher perguntou a algumas mulheres da nossa cidade o que elas realmente gostariam de comemorar neste 08 de março, e como vocês poderão ver, a lista é grande! Leiam as respostas abaixo e aproveitem para deixar nos comentários o que vocês gostariam de celebrar. Feliz todos os dias para nós!

“Eu gostaria que nesse 08 de março a gente pudesse comemorar o fim do machismo, da discriminação racial e que a mulher tenha o real amparo político para o direito de explorar seu corpo como bem entender, sem ser hostilizada, seja ao usar uma roupa curta, seja ao optar por fazer um aborto”.

Elaine Lima, empresária.

“Gostaria de poder comemorar o fato de que mulheres adultas não carregam, em seus corpos, as memórias dolorosas de uma infância violada e violentada sexualmente por seus pais, tios, padrastos, vizinhos, primos… Queria poder comemorar que as mulheres acreditam que é, verdadeiramente, possível sermos tocadas com amor e cuidado, e que seus corpos, extensões de suas almas, podem ser livres e disponíveis para a plenitude de sentir a vida”.

Kátia Letícia, atriz.

“Queria poder comemorar a igualdade das mulheres com homens no mercado de trabalho. Com salários iguais!!!”

Tais Dória, jornalista, blogueira e youtuber.

 

“Gostaria que comemorássemos o fim da violência contra a mulher. De não mais saber ou testemunhar casos de agressão física ou psicológica, de comemorar o fim da possessão disfarçada de amor que maltrata, magoa e humilha”.

Angela Cheirosa, dançarina e professora.

 

“Queria celebrar o fim do feminicídio. Uma sociedade tão desconstruída, que não precisaríamos mais debater a representativa de nós, mulheres, enquanto pessoas. Acabar com essa porra de sexo frágil, de ter toques delicados, que invariavelmente nos coloca em posição secundária; eu não me torno mulher pra cuidar das coisas. Eu existo para usufruir de tudo! Sensibilidade não é uma questão de gênero, é uma caraterística humana. Desenvolvemos todos. Basta a educação e o estímulo”.

Lais Martins, cantora e estudante de Direito.

“Eu gostaria de comemorar o resgate sobre o próprio corpo. Timidamente estamos nos dando conta de que nosso corpo é propriedade nossa, e que para ter acesso a ele precisamos dar a nossa autorização após entender ao que de fato ele estará sujeito”.

Maria Elaine Valadão, doula.

 

“São tantas coisas que eu gostaria de comemorar! Uma delas é a naturalidade das coisas, por exemplo, mulheres falando de sexo, de masturbação sem julgamentos e reprovações. Mulheres andando nas ruas despreocupadas com o tamanho da saia ou do decote, pesando o quanto quisessem, mulheres que não fossem automaticamente relacionadas a padrões: “tem que ser mãe”, “tem que casar”, “tem que ser bela, recatada e do lar” (me bata uma garapa!). Enfim… celebrar a beleza de mulheres sendo sempre as mulheres que elas quisessem ser”.

Claudia Magnólia, jornalista.

“A lista é vasta mas gostaria de celebrar a remuneração salarial para a profissão “do lar”, exercida bravamente por tantas e tantas mulheres que dão o sangue por seus filhos e maridos diariamente e dificilmente são reconhecidas ou recompensadas por isso. A liberdade de viver, simplesmente viver como, com quem e onde quiser, sem julgamentos, sem regras, sem padrões, sem mimimi”.

Elba Coelho, relações públicas.

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