Coração vira-lata: camaçarienses relatam o amor pelos cachorros

Pode até ser que não tenham raça definida, mas um sentimento muito bem definido eles possuem: amor!

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Eles não possuem raça definida, não costumam estampar as embalagens de produtos do ramo, nem provocar a reação mais “fofa” da maioria das pessoas, mas no coração delas, eles são unanimidade: os vira-latas!

A  gestora Graziela Lima, por exemplo, não resistiu ao charme das pequenas Galega e Baby, quer foram deixadas junto com mais 4 filhotinhos na porta de sua casa. Ela conseguiu doar os irmãos, porém,  Baby nasceu com uma deficiência e não conseguia andar, já Galega estava com uma grande queimadura nas costas, fruto de maus tratos sofridos na rua. “Eu não poderia deixá-las desamparadas. Cuidei com muito amor e carinho, e elas agora estão saudáveis e com poucas sequelas”, conta, sem esconder que apesar de amar todos os animais, é dos vira-latas que ela, com certeza, gosta mais.

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Graziela Lima não esconde de ninguém o amor pelos animais

“Eu tenho um coração enorme e mole para bichos, quando vejo um vira-lata me derreto toda, sabemos que eles não são bem aceitos, infelizmente, já passei diversas vezes pela rejeição por elas não terem raça definida, mas isso não é um problema, pois,  para mim, preconceito se derruba com atitude e isso eu tenho. Demonstro meu amor por minhas cachorras a todo momento, e recebo tudo de volta, pois elas fazem uma festa quando chego em casa, é um amor indescritível”.

Quem também morre de amores pelos peludos é a administradora Michele da Silva. A primeira cachorrinha, ganhou quando tinha apenas um ano de idade. Foram 17 anos de convivência, até que  “Baleia” morreu de velhice, assim como a maioria dos cachorros que Michele teve. Hoje, quem faz a alegria da casa é Pretinha, cuja raça também não é definida.

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O amor de Michele pelos cachorros começou na infância

“Amo demais os vira- latas, se pudesse adotava todos… as pessoas até comentam comigo que eu deveria ser veterinária. Sinceramente, não consigo entender porque  as pessoas criam os animais e depois largam na rua. São membros da família que nos amam sem precisarmos fazer muita coisa. É tanto carinho que não dá nem para explicar… é emocionante, e até quando eles aprontam, pode bater aquela chateação na hora, mas logo passa, porque sabemos que eles nos amam de verdade”.

Pois é! Como vimos, pode até ser que eles não tenham raça definida, mas um sentimento muito bem definido eles possuem: amor! Daquele amor benéfico, que não espera nada em troca, daquele amor que acolhe e protege. E se após esses relatos, seu coração se encheu de vontade de adotar um cachorro (ou um gato) aqui em Camaçari, uma das opções é entrar em contato com o  Grupo de Apoio e Proteção ao Animal de Rua – GAPAR, o Grupo Adota Camaçari, onde os moradores sempre publicam fotos de animais que estão em busca de um lar, ou o Grupo de Protetores Independentes Salve um Gatinho, que realiza um lindo e importante trabalho no município e região.

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Esse texto foi escrito por Claudia Magnólia. Se gostou, diga: tá legal, tá bacana. Se não gostou, diga: melhore, Magnólia! Mas não deixe de expressar a sua opinião 😉

E-mail: claudiamagnolia@camacarimulher.com.br

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