De Camaçari para o mundo: Bárbara mora há 5 anos na Noruega

Para ela, a experiência de viver em outro país é um divisor de águas

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Bárbara Lima nunca havia pensado em morar fora do Brasil (fotos: Arquivo Pessoal)

No dia 05 de janeiro deste ano, Bárbara Lima completou exatos cinco anos morando fora do Brasil. Antes disso, a camaçariense que cresceu nos bairros do Inocoop, Camaçari de Dentro e Bomba, estava morando em Salvador, onde desfrutava a alegria dos dias de recém-casada, ocupava o cargo de gerente em uma empresa, e tinha uma vida estabilizada.

Tudo ia tranquilo e favorável, até que seu marido, Arley Silva, chegou em casa com uma notícia que a pegou de surpresa: iria integrar um programa de trainee em Oslo, na Noruega. O choque inicial ocorreu, mas ok, logo Arley estaria de volta. Só que ele voltou com outra surpresa: uma proposta de emprego definitivo no referido país. “Nunca tive o desejo de morar no exterior, então, para mim, estava fora da realidade”, conta. Mas, se é verdade que quando uma pessoa se casa, ela casa, também, com os sonhos do seu par, Bárbara não fugiu à regra e embarcou rumo a uma nova vida.

binha e arley

Na bagagem, levou, já de cara, duas grandes dificuldades: viver sem a família por perto, e não falar absolutamente nada de inglês (segundo idioma da Noruega). Como se não fosse o bastante, ainda arranjou um terceiro: ficar longe do marido. Isso mesmo: decidiu estudar na Irlanda! “Eu achava que não ficaríamos muito tempo em Oslo, onde todos falam inglês, mas o primeiro idioma é o norueguês. Então optei pelos estudos na Irlanda, já que lá o inglês é a língua nativa”, explica.

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Bárbara e a filha, Maria Clara, que nasceu na Noruega

Foram seis meses em terras irlandesas até Bárbara retornar à Noruega, onde nem tudo foram flores. “Passei um período muito, muito difícil, porque eu ainda estava aprendendo o inglês e precisava aprender o norueguês para conquistar uma vaga de emprego”, conta. “Fiquei três anos sem trabalhar, pois o mercado estava difícil e, nessas condições, os empregadores davam preferência a quem era fluente no idioma”, lembra.

Mas como toda baiana retada, ela não desistiu. Aos poucos, acostumou-se às baixas temperaturas, ao silêncio da sua nova cidade, aprendeu os dois idiomas e foi conquistando seu espaço: passou em um concurso para trabalhar na embaixada brasileira, comprou seu apartamento e deu à luz à pequena Maria Clara, motivação maior de seus dias. Quando se deu conta, aquela Bárbara que jamais havia pensado em morar fora do Brasil, estava completamente adaptada à nova vida e já podia chamar Oslo de lar.

“A experiência de viver em outro país é um divisor de águas. Como toda grande mudança, não é fácil, mas depois que você passa pela tormenta, é uma das melhores vivências que se pode ter. É tudo muito intenso e transformador. Longe da nossa zona de conforto, a gente se conhece muito mais”.

Ainda assim, quando perguntada se pretende, algum dia, voltar a morar no país, ela responde positivamente. “Sinto falta do cheiro do mar, do sol, do calor humano. E, principalmente, sinto falta das pessoas queridas, da convivência com minha mãe e minhas irmãs, lamento por elas não estarem presenciando minha filha crescer. Então pretendo, sim, retornar. O Brasil é a minha casa, minha pátria, é onde está o meu destino”, conclui.

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Esse texto foi escrito por Claudia Magnólia. Se gostou, diga: tá legal, tá bacana. Se não gostou, diga: melhore, Magnólia! Mas não deixe de expressar a sua opinião 😉

E-mail: claudiamagnolia@camacarimulher.com.br

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