Dialogo Interno x Autoestima

Você pode recuperar a confiança em si mesma através de ações cotidianas graduais

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Lá na época das cavernas o ser humano vivia literalmente na selva, muitos perigos, animais selvagens e uma necessidade extrema de “estado em alerta” para sobreviver. A partir daí “monstrinhos falantes” começaram a gerar informações como: “cuidado”, “não confie”, “perigo”, “não vai dar certo” .

Num outro momento fomos colonizados e sob o medo, em prol da sobrevivência, aprendemos a viver limitadamente. Muitos “nãos” e restrições… O “mundo evoluiu” e na ausência da selva, os predadores mentais começaram a procurar novas ameaças ambientais e assim nos atormentamos com uma tagarelice do tipo: “Não dou conta.” “Sou muito gorda/magra/baixa/alta/jovem/velha.” “Não boa o bastante.” “Ninguém me ama.”

Estas vozes repetitivas levam a um diálogo interno negativo. Portanto o primeiro elemento com que você deve lidar se quiser reforçar a sua autoestima é substituir esse diálogo interno negativo por positivo. Porque para sobreviver na selva, “lá fora”, você deve ganhar a batalha “aqui dentro”, na sua mente.

Silenciar aquela vozinha que prejudica a sua autoestima é fundamental. Sei que não é fácil.

Até os 7 anos de idade (período fundamental na formação da personalidade) escutamos milhares de “nãos”. Essas impressões ficam marcadas no nosso corpo. Depois de tanto não, dizer sim, às vezes até parece surreal. É um círculo vicioso onde a mente é invadida de “pobres pensamentos”. Eles determinam emoções desagradáveis. Para enfrentá-los, implementamos ações erradas e ineficazes, através das quais tentamos preencher o vazio ou acalmar a dor que sentimos. A cada repetição desse ciclo nossa autoestima encolhe cada vez mais, até desaparecer. Para ser mais clara vou dar-lhes um exemplo:

– Você está com raiva por ter sido estúpida; fica tensa e nervosa por isso; não consegue dormir e busca formas de agradar a todos, menos a si mesma.

Estas emoções desagradáveis, lhe fizeram agir de uma forma que lhe fez sentir pouco orgulhosa de si mesma. Com isso vem a vergonha, autocrítica e recomeçam os pensamentos negativos, emoções de baixa frequência e ações infelizes fortalecendo um espiral de insegurança.

Se, no momento, você não gostou do que leu, aproveite este desconforto e se comprometa com você mesma. Faça o que for necessário para mudar e voltar a sentir orgulho de ser quem você é. Então vou lhe dar uma mãozinha:

Você pode fazer um diário de seu critico interno, passe pelo menos uma semana monitorando a frequência, intensidade e palavras exatas de cada autocrítica. Só podemos gerir o que conhecemos, certo?

Escolha inicialmente um ou dois padrões de pensamento que você identificou para iniciar seu processo de transformação. Após escolher elabore frases positivas que neutralizem a negativa, por exemplo:

Frase Negativa: Eu nunca vou conseguir. Isso é mentira, vasculhe no seu passado as suas vitórias, relembre das “ferramentas internas” que você usou para resolver alguns “perrengues” e diga para si mesma uma Frase Positiva: Eu já obtive muitos sucessos no passado e vou ter sucesso novamente. Não apenas diga. Sinta, ouça, visualize a cena como um filme. Se você desejar fortalecer esse exercício, pode utilizar um elástico no pulso, e sempre que perceber o padrão de pensamento negativo, estique o elástico e solte-o no pulso, interrompendo-o.

A principal mensagem que quero transmitir é que você pode recuperar a confiança em si mesma através de ações cotidianas graduais. Sim! A gente se perde no meio do caminho, mas é sempre possível achar a trilha e voltar para casa.

Muito Amor Por Você!

Especialista em Desenvolvimento Humano, idealizadora do projeto amanheSER, colunista do Camaçari Mulher, Coach de Liderança Pessoal voltado para Mulheres que buscam ampliar a visão sobre si mesma, fortalecer sua autoestima e autoconfiança para alcançar seus objetivos com qualidade de vida.

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