Diálogos Internos: Só muda o que está vivo?!

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Em alguns períodos reflexivos voltamos ao passado (todo decorrer do ano) para relembrar cada acontecimento. Nos damos conta de tantas coisas que mudaram e de outras tantas que não mudam. Por que será? O que aconteceu ou não aconteceu? O que deixamos de aprender, fazer, enxergar, entender? Sim, entender! A consciência parte de uma clareza sobre algo, permitindo “abrir nossa cabeça”; expandir, e assim enxergar os “porquês” nos dando caminhos ou possibilidades de fazer uma nova estrada.

A gente evita mudar; o que vem pela frente nos assusta ainda que queiramos o novo. A zona de conforto, nem sempre confortável, nos “acalma” por sabermos “o caminho das pedras”. Mas, do que adianta conhecer o caminho se não faço nada para tornar este caminhar mais leve, agradável? E muitas vezes percorremos com o sapato velho, prestes a quebrar, com medo de ficar descalço e se machucar nas pedras, e ao mesmo tempo com medo do calo que possa vir com o sapato novo. E persistimos em nos manter dentro do chamado conhecido. Resistindo à mudança. Iludido. Sinto muito! Ela se faz mesmo que você não queira. Por exemplo, seu corpo não será mais o mesmo até você acabar de ler esta matéria. Células nascem, morrem, rugas aparecem, novas ideias, pensamentos, aprendizados, questionamentos… Só não muda o que não esta vivo!? Até o que está morto? O corpo deteriora a cada segundo, a cada mudança de umidade… E si você não mudar, o universo, Deus, a vida, seja lá no que você acredita vá dar um jeito para que isto aconteça; não é porque queira seu mal, não vai com a sua cara, nem para bagunçar a sua vida. Sim o faz para lembrá-lo que:

-Você pode o melhor, sempre;
-Alguns aprendizados são necessários, e são situações de alto impacto que fazem isso muito bem feito;
– Mudar pode ser bom, trata-se de perspectivas;
-É natural mudar, assim o faz a natureza com as quatro estações. A evolução do homem: nascer, crescer, reproduzir, envelhecer… assim fez o homem criando ciclos no tempo (hora, data, mês…);
-E, por fim, porque “tudo muda o tempo todo no mundo”. Que chatice seria ver tudo sempre igual, sentir o marasmo da monotonia. Viva o novo! E simplesmente porque “até o sempre, sempre acaba”, assim dizia meu amigo Renato Russo entre tantos outros filósofos, estudiosos e poetas quando falam da Transitoriedade, nome dado por Buda afirmando a natureza dinâmica – Impermanência.

E se você nunca tivesse mudado? E se aqueles grandes acontecimentos não tivessem acontecido? Como seria você? Ser o mesmo, sempre, te basta? E se te basta deixo a reflexão:

“É preciso muita força para desistir do que já foi seu mundo um dia…
E uma coragem maior ainda para buscar o que você merece”
Tatiana Vitor

Especialista em Desenvolvimento Humano, idealizadora do projeto amanheSER, colunista do Camaçari Mulher, Coach de Liderança Pessoal voltado para Mulheres que buscam ampliar a visão sobre si mesma, fortalecer sua autoestima e autoconfiança para alcançar seus objetivos com qualidade de vida.

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