Especial Dia dos Pais: meu filho tem um super PAI!

Esposas revelam que em Camaçari existem sim, pais conscientes, presentes e atuantes

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Foi-se o tempo em que a figura paterna não passava de mera coadjuvante na criação dos filhos. Aquele pai que só era responsável por garantir o sustento da casa, alimento, moradia, educação e disciplina, deu lugar a pais mais amorosos, participativos, criativos e divertidos, que chegam junto, estão presentes durante toda a gestação, na hora do parto e, principalmente, depois. Pais que trocam fraldas, que dão banho, levam e buscam na escola, que vão às reuniões de pais e mestres e que não se acanham em dar colo, carinho, conselhos e atenção aos filhos, têm sido vistos com uma linda freqüência por aí, e por mais que as mulheres tenham cumprido, quando preciso e com maestria, o papel de pai e mãe, não se pode negar que é maravilhoso estar ao lado de um homem que entende esse papel e o desempenha na vida dos filhos, se desdobrando para ser o melhor pai que puder.

E bom mesmo é saber que em Camaçari existem pais conscientes de suas responsabilidades, que dão conta do recado, que não se acanham em admitir suas limitações e pedir ajuda às mamães quando preciso, que compreendem que não basta “colocar comida em casa”, e sim saber cozinhar, fazer mamadeira e acordar de madrugada para alimentar o bebê; que exercem o papel de cuidadores, que fazem questão de estar com os filhos no parque, no cinema, no restaurante, na porta da escola, no pediatra e nas filas de vacinação; que demonstram sensibilidade sem medo (afinal, homem chora sim!); são ativos, humanos, que põem o filho no colo e contam histórias para ele dormir, que riem com ele, brincam, olham nos olhos, elogiam, escutam, abraçam, estendem a mão… E para provar isso, o Camaçari Mulher, conversou com mulheres que descrevem a linda experiência que seus filhos têm vivido ao lado de pais presentes e atuantes, que fazem jus à frase, “não basta ser pai, tem que participar”, confira:

Pai de três filhas e à espera do pequeno Emanuel, o professor Marcos Costa, 42 anos, é um verdadeiro paizão que sempre esteve ao lado da esposa Zilândia, no cuidado com as princesas. “Ele sempre me ajudou com as meninas. Quando a mais velha, Alliz, de 14 anos, nasceu, ele tinha medo de pegar ela no colo, por conta disso, no início a gente não dividia muito as tarefas. Mas à medida que ela foi crescendo e ele se sentindo mais seguro, já me ajudava com as mamadas da madrugada. Com a nossa segunda filha, Mariana, 12 anos, ele já tinha um pouco mais de experiência, então ajudava mais, trocava fralda, colocava para arrotar, era mais presente. E com a chegada de Rebeka, de 05 anos, ele se tornou ainda mais participativo, já sabia tudo o que tinha que fazer, inclusive dar banho, sem esperar por mim, me deixava descansar enquanto ele cuidava sozinho das três. Como trabalho sob regime de plantão, já cheguei a ficar 36 horas ausente de casa. E tendo uma jornada de trabalho com um turno específico, ele acaba sendo até mais presente na vida delas do que eu. Ele tem uma verdadeira relação de amizade com as nossas meninas, sem deixar de fazer valer sua autoridade. É muito gostoso poder dividir isso com ele e graças a esta relação tão bonita elas estão crescendo de maneira saudável e feliz. É tudo muito natural, sem vergonha, sem barreiras e com muito respeito. Ele é um paizão!!!”

MARQUINHOS
(esq) Marcos, Alliz, Mariana, Zilândia e Rebeka. (dir) Marcos e Zila à espera de Emanuel

Muito orgulhosa, Marluce Almeida, mãe dos pequenos Davi e Levi, 02 anos, e de Gabriel, 13 anos, não poupa elogios ao esposo Wellington Teles, e garante que todo o apoio e parceria do marido, são fundamentais. “Ele sempre fez questão de ajudar em tudo, desde o banho às trocas de fraldas. Agora, então, com os gêmeos, ele tem se superado, pois mesmo sendo uma grande alegria termos dois bebês de um vez, a tarefa é complicada. Afinal, é tudo em dobro, duas mamadeiras, dois banhos, duas papinhas, duas trocas de fraldas… Acreditem, gêmeos fazem tudo juntos, até mesmo as necessidades fisiológicas (risos). Ver meu marido chegar em casa, super cansado depois de quase 15 horas de trabalho, e fazer seu papel de pai, brincar, dar carinho e amor aos nossos filhos, é algo que me deixa emocionada, feliz e agradecida. Nem imagino como seria dar conta de tudo sem ele. A relação que eles estão construindo fica ainda mais bonita a cada dia. Os pequenos quando o vêem chegar são pura alegria,  o mais velho se espelha nele, e pede a opinião dele antes de fazer qualquer coisa, são muito amigos. Com certeza, ele é alguém com quem os nossos filhos sabem que sempre poderão contar”.

Wellington, Marluce e os príncipes da família

Com o coordenador automotivo, Janio Rocha, de 37 anos, pai de Agnes e Matheus, de 8 e 5 anos, respectivamente, a realidade não é diferente. “Tem sido maravilhoso ter um marido e um pai presente. Mesmo com a correria do dia a dia ele é um pai participativo. Para cuidar de dois filhos nos dias de hoje é preciso muita atenção e com ele não me sinto só. Ele ama brincar com as crianças. Quando chega do trabalho, mesmo cansado encontra forças, e é uma bagunça só”, conta a admirada esposa, Dirlene Rocha.

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Janio, Dirlene, Agnes e Matheus

Estreante na função, o empresário Ruben Moyses d’Estevan, 32 anos, está completando três meses de paternidade ativa e, de acordo com a encantada esposa, Thalita Freire, tem se demonstrado um pai extremamente amoroso e zeloso ao pequeno Theo. “Há um brilho no olhar notório e uma satisfação singular! Lembro dos primeiros dias, ainda em ambiente hospitalar, e seu esforço nos cuidados com nosso filhote, nas trocas de fralda, nos banhos, no acalento na hora do choro que continuam até os dias atuais… Nas novas descobertas, nos sorrisos trocados, nas madrugadas de suporte … O desejo é oferecer sempre um lar afetuoso onde Theo possa encontrar segurança e, principalmente, amor para que cresça em sabedoria, dotado de empatia por todos que passem por sua vida tão linda! Meu desejo é que Ruben continue a ser esse pai repleto de amor e disposição em fazer o melhor… Que Theo possa crescer com orgulho de ter um pai tão lindo e amoroso, que possa nas primeiras palavras dizer o quanto é grato por ter um pai presente! Paternidade será sempre a presença, o toque, a disposição dos sentidos, paternidade sempre será amor sacrificial em ser provedor e colo… carinhos e, também, exemplos de como ser um ser humano melhor!”.

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Ruben, Thalita e o pequeno Theo

E quando o homem vem de uma família conservadora, onde somente as mulheres é que são responsáveis por todo o serviço da casa e o pai é aquela figura que apesar de presente fisicamente, estava sempre distante das questões familiares? Contrariando esta realidade, ainda comum nos dias de hoje, o super pai Josildo Araújo, resolveu ser diferente, é o que conta a apaixonada Flavia Gomes. “Se dependesse da vontade dele, teríamos vários filhos. Infelizmente, tive complicações na primeira gravidez , perdi o bebê no sexto mês de gestação e isso foi um impacto horrível pra ele, que sofreu tanto ou mais que eu. Um ano depois resolvemos tentar outra vez e, novamente, tive problema na gestação. Fiz uma cerclagem (espécie de “costura” no colo do útero da gestante, responsável por impedir o nascimento prematuro do bebê) e fiquei de repouso absoluto. Ele me auxiliou em tudo! Desde as tarefas domésticas até o meu monitoramento. Ele acompanhou o pré-natal, assistiu o parto e quando João Pedro (JP) nasceu ele quis logo aprender a dar banho, trocar fraldas, colocar para dormir. Era lindo!!! À medida que JP vai crescendo, ele vê o pai como um amigo, uma figura forte e de referência. Ele ama ouvir o pai contar histórias, principalmente de quando era criança. Ele o leva e busca todos os dias da escola. Às vezes ensina o dever de casa. Tem com ele longas conversas, mas não deixa de ser uma figura a quem ele respeita e aprecia. Nosso filho é uma criança segura e desenvolta, e creio que muito disso se deve a essa presença e referencial que o pai representa para ele. JP ama ficar comigo, mas se o pai sai e demora, ele começa a ficar estressado, querendo ligar e pedir para que volte logo. Acho lindo o relacionamento deles e considero que uma família equilibrada necessita desse tipo de participação e parceria. Todos saímos ganhando e a sociedade também, pois terá indivíduos psicologicamente mais equilibrados”.

Flavia e seus amados (Foto: Robervânia Chagas)

Com tantos exemplos lindos assim não há dúvidas de que o exercício da paternidade é importante, mas nem por isso precisa ser sem alegria, sem amor, sem intimidade. Então papais, de acordo com os depoimentos das nossas entrevistadas, a dica é: não percam tempo! Levem seus filhos para brincar na rua, compartilhem com as crianças e as mamães as tarefas domésticas, olhem nos olhos, elogiem, escutem, abracem, estendam a mão. Construam hoje, as boas lembranças que seus filhos levarão para a vida adulta.

Feliz dia dos Pais!!!!

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Esse texto foi escrito por Elba Coelho. Se gostou, diga: tá legal, tá bacana. Se não gostou, diga: melhore, Elba!

E-mail: elbacoelho@camacarimulher.com.br

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