Meu filho me salvou!

Que difícil foi me deparar com minha fragilidade…

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Dias das mães pintando na área e como um presente a mim mesma, vou compartilhar com vocês e registrar em texto o que passa no meu coração.

Sempre quis ser mãe, sempre soube que seria mãe, e hoje SOU MÃE. Sabe, quando sonhava, não sabia nem de longe o significado disso, imaginava um amor, um bebê, uma família, um pouquinho de trabalho, responsabilidade e um tantinho de coisas mais… e que tantinho!! Me deparei com tudo multiplicado em muitas, muitas vezes mais. E a maior delas é o AMOR! Quem é mãe aí sabe o que tô falando?!

Imagino que sim, mas cada bebê é um mundo, cada mãe é um mundo, cada família é um mundo. E o mais lindo da maternidade é isso, NUNCA é igual, mas é SEMPRE igual!!! Confuso?!

Deixa eu explicar: sou psicóloga, e há seis anos atendo crianças, acolhendo famílias, muitas vezes na figura e presença da mãe. E antes de ganhar o título, já ajudava as lindas a entender o que passava com seus filhos. Sempre tive a certeza de que estar no meu lugar era fácil por que sempre amei o meu trabalho. Até o dia em que a cegonha chegou em minha casa e trouxe de presente o DAVI. Que reviravolta! A psicóloga agora é mãe. Mas como sempre ouvi, “é psicóloga e vai saber o que fazer”, parece que tinha acreditado tanto nisso que imaginava: vai ser moleza! Eis que na primeira dificuldade, meu mundo desaba, entro em em curto circuito, começo a tentar diagnosticar meu filho, me culpo por não saber o que fazer, ufa! Que difícil foi me deparar com minha fragilidade.

Mas o mais importante de tudo isso veio depois: o meu filho me salvou! E parece que é isso que os filhos vêm fazer aqui. Nos chamar para a gente! É, isso mesmo! Se a gente está bem, eles estão, se tem algo precisando ser resolvido no ar, eles dão sinal. Desde o primeiro momento, tudo que está confuso, seja físico ou emocional, é um convite a nós, adultos, para nos trabalharmos.
Voltando à minha história, diante de um grande desafio, tive que me cuidar, afinal, não era ele, era eu! Eu que achava que estava tudo lindo demais, eu que achava que não tinha problemas, eu que fugia de mim mesma tendo que dar conta de tudo. Tive que rever muita coisa, redescobrir muita coisa, rever crenças e me abrir para o mundo que existe dentro de mim. Eu sabia cuidar do outro, mas não sabia cuidar de mim. O meu filho, que é uma extensão minha, também me alertou: “você precisa olhar pra isso!”.

Então, a célebre frase “psicólogo tem que fazer terapia” caiu como uma luva. La vou eu mais uma vez tentar entender o que antes achava já ter resolvido, pois nem sabia o que era. Estava escondido, e só pode se revelar quando me tornei mãe. Esse era o meu caminho para descobrir algo sobre mim, sempre tem um, sempre vamos passar pelo que precisarmos para evoluir e conseguir enxergar algo importante sobre nós. Então eles, tão pequenos, tão puros, dão os mais variados sinais para que possamos ir: DE VOLTA PRA NOSSA CASA INTERNA.

Desejo que estejamos cada dia mais atentos para desvendar os sinais e assim perceber, que o que parece um pesadelo, na verdade, nada mais é que um pedido para que acordemos logo.

Feliz dia das mães!

Até o próximo artigo.

Esse texto foi escrito por Salma Reis, colunista do Camaçari Mulher. Para ler mais textos dessa psicóloga e psicoterapeuta que acredita que o sucesso de um trabalho se faz quando existe confiança, ética e compromisso, clique naquele nome dela ali em cima 😉

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