Mila Loureiro dá dicas para mulheres despertarem sua felicidade

Como ser feliz em um mundo onde não é fácil ser mulher?

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Mulheres são julgadas o tempo todo. São comparadas. Apontadas. Abusadas. Vivem em uma sociedade machista, cruel, desigual. Se não têm filhos, são pressionadas a ter. Se abraçam a maternidade, são vistas como menos competitivas no mercado de trabalho. Se trabalham demais, ouvem que não são boas mães. Se abdicam da carreira, são desleixadas e preguiçosas. Cansou? Pera que tem mais: se não casam, são encalhadas. Se curtem a solteirice, são depravadas. Se bebem, não se dão ao respeito, se não bebem, se fingem de santas. Muita coisa, não é?! E olha que aí não está nem a metade da metade dos rótulos, das imposições cotidianas.

Como não deixar-se abater pelos julgamentos da sociedade? Como dar conta de todos os compromissos? Como manter a autoestima elevada? Como ser feliz em um mundo onde não é fácil ser mulher?

Foi para ajudar as mulheres a responderem esses questionamentos que o Camaçari Mulher ouviu a Coach de Vida, Mila Loureiro. Jornalista por formação (e paixão), especialista em Gestão de Comunicação Integrada, professora Universitária, apresentadora, Mentoring e Reikiana, especializanda em Terapia Transpessoal Holística, ela começou a sua jornada de autoconhecimento pensando em ter uma vida como a maioria das pessoas busca – ser bem sucedida profissionalmente, casar e ter filhos… mas no meio do caminho, passou por algumas metamorfoses, teve a oportunidade de se alinhar com a sua essência e reencontrar a tão sonhada verdade. Confira as dicas que ela deu para quem está em busca de transformações, em busca da felicidade:

Foto: Fernanda Maia
Foto: Fernanda Maia

1. Primeiramente, a gente tem que se conhecer. O autoconhecimento é fundamental para conseguirmos nos respeitar e buscar os nossos sonhos. O autoconhecimento nos ajuda no sentido da descoberta da nossa verdade. Precisamos nos perguntar: quais são as nossas crenças e valores? Não as da nossa família, mas as nossas, pois muitas vezes a gente acaba carregando esses conceitos (seja da sociedade ou da família) e esquecemos de avaliar: o que faz parte da minha vida? No que é que eu acredito?


2. Depois disso, começamos a enxergar a vida de uma maneira diferente porque começamos a ter certeza do que a gente é, do que a gente gosta, do que a gente quer. Quando nós nos conhecemos, aceitamos as críticas e buscamos a evolução, mas não deixamos os julgamentos nos abalarem.


3. Outra coisa que é importante entender é que não podemos jogar para o outro a responsabilidade da nossa felicidade. A gente mesmo precisa se completar e não o nosso parceiro ou parceira. Essa busca de alguém para nos fazer felizes é ilusão: a gente precisa construir a nossa realização em vez de esperar que o outro o faça.


4. Precisamos entender, também, que ser feliz é um estado de espírito. Sendo felizes, temos nossos momentos de tristeza e alegria. Tem pessoas que buscam a alegria o tempo inteiro, achando que é a felicidade, e então se frustram porque a vida é feita de desafios e nem sempre a gente vai ter só o que comemorar. Nos momentos tristes, o ideal é buscar o aprendizado, quando a gente começa a enxergar isso, enxerga, também, a vida com outros olhos.


5. De fato, não é fácil ser mulher, mas chegou o momento que a sociedade está voltando a reconhecer o nosso poder. O que precisamos entender é que não somos a mulher maravilha, não temos que dar conta de tudo, não há como dar conta de tudo. Então, temos que selecionar as nossas prioridades, sem nos cobrar demais por isso.


6. Por fim, quero dizer que o amor é a ferramenta que a gente deve usar para tudo porque quando o amor é soberano, ao invés de sentirmos pena do outro, vamos sentir compaixão: é através do amor que a gente pode se colocar no lugar do outro de maneira mais verdadeira, é através do amor que vamos compreender e respeitar o outro sem julgar, é através do amor que vamos ter uma vida mais plena, pois o amor é a nossa maior ferramenta de transformação.

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Esse texto foi escrito por Claudia Magnólia. Se gostou, diga: tá legal, tá bacana. Se não gostou, diga: melhore, Magnólia! Mas não deixe de expressar a sua opinião 😉

E-mail: claudiamagnolia@camacarimulher.com.br

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