Nem tudo é inveja

Se tá bacana, tá bem feito, porque não virar referência?

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Redes sociais criaram um monstro chamado “recalque”. Eu não sei o que a galera anda tomando no café da manhã, mas o fato é que elas passam o dia inteiro se achando “o último pedaço de carne do prato”, “a bala que matou Kennedy”, “a caixa preta do Titanic”, “o fósforo que acendeu a pira olímpica”.

É um tal de “todo mundo tem inveja de mim”, “todo mundo me copia”, “todo mundo quer ser eu” que, ou o mundo está pautado nesse sentimento chamado inveja, ou a estima da galera está com a estima nas alturas que acredita que o mundo gira em torno da sua pessoa fantástica.

Mas passada a graça dos parágrafos acima, você já parou pra cogitar que, talvez, tudo aquilo que estamos chamando de inveja, seja apenas admiração?

– Ahhhhh Cheirosa, lá vem você com o Jogo do Contente. A gente sente!

É isso! Sente mesmo. Claro que tem #UmMonteDeEspíritoDePorco por aí, sugando as energias e ideias do outro mas, muitas vezes, as pessoas precisam apenas ter em quem se inspirar, se espelhar, ter uma referência, ter um norte.

Referência

Tem um dito popular que diz: “Educação se dá pelo exemplo”, e é nisso que eu acredito. E, partindo desse princípio, quando a gente vai na frente, abre caminho, mostra que é possível, é natural que outras pessoas queiram, e vão, trilhar esse mesmo caminho à luz das suas conquistas e realizações. Se tá bacana, tá bem feito, porque não virar referência?

Quando a gente classifica tudo como inveja, tira do outro o direito de admirar, se inspirar e ter como referência. Todos nós sabemos que não é todo mundo que está com essa intenção, é fato! Mas fazer o quê? Filtrar e perceber o que é uma coisa e o que é outra.

Sem querer demonizar as redes sociais, mas nelas todo mundo quer ser especial, ter o diferencial, deixar sua marca. E nessa busca incessante pela exclusividade, o outro é apenas um rival, um alguém que pode ganhar mais likes e chamar mais atenção.

 

Nesse lance de ver e ser visto, apesar de parecermos bem ambientados nesse mundo virtual, ainda estamos engatinhando. Então fique atenta! Às vezes não é inveja, é só admiração. Afinal de contas, somos, verdadeiramente, pessoas admiráveis!

Esse texto foi escrito por Angela Cheirosa, colunista do Camaçari Mulher. Para ler mais textos desta mulher negra, professora, mãe, bailarina ( e todas aquelas outras coisas que precisamos ser todos os dias), clique no nome dela ali em cima e delicie-se 😉

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