Ousada Sim! Imperfeita também!

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Depois de um período de sabatina, isso mesmo. Não, não é sabático não. Sabatina, momentos que a vida lhe convida à “prova dos nove”. Talvez você não conheça essa expressão, mas é tipo assim: “a hora do vamos ver! hora H!” Entende? Mas tudo bem, a gente falha, erra, perde…perde as “estribeiras”, os cabelos, a força, a vergonha…Inclusive já falei aqui, aceite a sua humanidade perfeitamente imperfeita. Acolha-se amorosamente. E se for difícil, lembre-se como você faz com os outros. Seja por amor, educação, evolução…a justificativa que queira dar. Mas tenha paciência consigo.

O convite hoje é despir-se! E não tem nada a ver com tirar a roupa. E sim, com vulnerabilidade. Deixe a vulnerabilidade fluir. A vida é constantemente inconstante. Então pague o preço dessa viagem emocionante, conviva com os personagens, paisagens, anedotas fantásticas e finitas. Sim! Finitas, assim dizia meu amigo Renato: “o sempre, sempre acaba”. E ser vulnerável é acolher tudo isso permitindo a si mesma viver a verdade, respeitar a verdade do outro, abrir mão quando necessário, deixar a vergonha de lado e “botar a cara no sol”, assumir o não que se quer dar, admitir o medo, o erro, a ignorância, deixar as lágrimas caírem e não se sentir fraca por isso. E sim forte por ter sentimentos e coragem para expressá-los. Aproveito para fazer um segundo convite: abra mão da ilusão de controle sobre algo ou alguém na vida. Você consegue gerir, traçar fugas, rotas, elaborar plano B, mas ainda assim esta suscetível ao acaso. Porque embora seja autora desta história sempre caberá espaço para imprevistos e improvisos.

Segundo Brené Brown, a vulnerabilidade não é fraqueza; ser “perfeito” e “à prova de balas” são conceitos bastante sedutores, mas não existem na realidade humana. Devemos respirar fundo e entrar na arena da vida, qualquer que seja ela: um novo relacionamento, um encontro importante, uma conversa difícil em família ou uma contribuição criativa. Em vez de nos sentarmos à beira do caminho e vivermos de julgamentos e críticas, nós devemos ousar aparecer e deixar que nos vejam. Isso é vulnerabilidade. Isso é coragem de ser imperfeito. Isso é viver com ousadia.

E pra sintetizar finalizo com um trecho do discurso “O Homem na Arena” proferido por Theodore Roosevelt, em 23 de abril de 1910. No entanto, bastante atual.

“Não é o crítico que importa; nem aquele que aponta onde foi que o homem tropeçou ou como o autor das façanhas poderia ter feito melhor. O crédito pertence ao homem que está por inteiro na arena da vida, cujo rosto está manchado de poeira, suor e sangue; que luta bravamente; que erra, que decepciona, porque não há esforço sem erros e decepções; mas que, na verdade, se empenha em seus feitos; que conhece o entusiasmo, as grandes paixões; que se entrega a uma causa digna; que, na melhor das hipóteses, conhece no final o triunfo da grande conquista e que, na pior, se fracassar, ao menos fracassa ousando grandemente.”

Especialista em Desenvolvimento Humano, idealizadora do projeto amanheSER, colunista do Camaçari Mulher, Coach de Liderança Pessoal voltado para Mulheres que buscam ampliar a visão sobre si mesma, fortalecer sua autoestima e autoconfiança para alcançar seus objetivos com qualidade de vida.

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