Sobre mulheres que transam no primeiro encontro e outras coisas

por

Se eu fosse um homem, ou uma mulher (oi?), enfim, se eu saísse com uma mulher e no primeiro encontro rolasse uma coisa bacana e a gente transasse, eu pensaria: Uau! Que mulherão!  Não que para ser um mulherão tenha que transar no primeiro encontro, não é isso, mas uma mulher que transa de primeira, meu irmão, é de se admirar!

É que a gente vive numa sociedade tão machista, tão hipócrita que, olha, chega a dar preguiça! E quando vem uma mulher que sabe o que quer (e que sabe também o que não quer), que não liga para essas…como se diz…idiotices convenções, eu me arrepio!

Imagina que maravilha o dia em que uma mulher sozinha num bar não seja olhada como um pedaço de carne disponível? Que uma mulher não seja chamada de mal amada só porque reclamou dos homens, que não seja rotulada de puta porque meteu um decote lacrador, que possa fazer o que quiser sem ser julgada por isso, já pensou? Que maravilha! Deus queira que nossas tataranetas alcancem isso, né non? Porque, tidizê, pra gente ainda tá meio difícil!

Duvidam? Pois bem! Não quero assustar vocês, mas façam um teste aí. Cheguem num amigo, num vizinho, naquele tio chato pra caramba, no marido, noivo ou namorado, no irmão, no primo de vocês e perguntem, como quem não quer nada, o que eles acham de mulher que anda na rua de shortinho com a “polpa da bunda” aparecendo? O que eles pensam sobre mulher que beija um agora e beija outro no minuto seguinte na balada? Perguntem se quando uma mulher conseguiu um cargo alto na firma, eles não ouviram boatos de que ela “fez o teste do sofá”? Eu poderia citar milhares de exemplos aqui, mas tô ligada que vocês não são fãs de textão, então vou só mostrar alguns links que comprovam o quanto é difícil ser mulher:

Por conta disso é que eu admiro e tiro o chapéu para mulheres que transam no primeiro encontro porque querem transar. Para as que não transam porque não estavam a fim. Para as que viajam sozinhas, desbravam o mundo na própria companhia. Para as que jogam pra cima um relacionamento abusivo. Para as que não estão nem aí para o que os outros vão falar. Para as que lutam incansavelmente pela igualdade de direitos. Porque precisamos lutar, meninas! Precisamos falar, escrever, cantar, gritar, interpretar, dançar… precisamos nos unir, nos defender e fazer o que for possível para que nós, mulheres, possamos conquistar a tão sonhada liberdade de ser o que a gente quiser. Nós merecemos!

Beijocas, até a próxima!

Esse texto foi escrito por Claudia Magnólia. Se gostou, diga: tá legal, tá bacana. Se não gostou, diga: melhore, Magnólia! Mas não deixe de expressar a sua opinião 😉

E-mail: claudiamagnolia@camacarimulher.com.br

Comentários

comments

Leia Também