#SomosTodasDandara

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Dandara teve seu turbante arrancado em festa de formatura

Gente, vocês viram o absurdo que fizeram com a estudante Dandara Tonantzin Castro, no último final de semana??? Ela estava numa festa de formatura, toda linda, exibindo um turbante exuberante que realçava, além de sua beleza, sua identidade, sua força e sua raiz. E do nada, uns babacas se acharam no direito de retirar o adereço de sua cabeça à base de cerveja na cara e diversos xingamentos. E como se não bastasse, quando ela foi tentar se recompor, em busca de um refúgio no banheiro, as namoradas dos agressores ameaçaram atacá-la com fezes e urina por conta de ela ter sido responsável pela retirada dos “rapazes” do local.

É revoltante ver que em pleno século XXI, a essa altura do campeonato, o ser humano, ao invés de evoluir, só regride! (Grrr!) A sensação é de que a cada passo que damos pra frente, tem uns quinze para trás. Fora que dá uma raiva ver tamanha idiotice por parte de gente que se diz “entendida”… É inaceitável, é nojento, é revoltante!!!! Isso tem que parar.

Chega de preconceito, chega de opressão!!!

Com todo direito e razão, Dandara se sentiu violada, nua, de pele e alma. Não era pra menos né? E quantas e quantas Dandaras não existem por aí? O caso está repercutindo no país inteiro e a gente espera que ao invés de virar meme da internet, as pessoas se incomodem e comecem a adotar posturas diferentes.

Conversamos com a empresária Karina Souza, mais conhecida como Kaká da Flor, figura super conhecida e reconhecida em Camaçari como uma das principais referências neste assunto e ela, assim como nós, não se conforma com esse fato.

Kaká da Flor

“Me senti indignada com a situação toda e me coloco no lugar da moça. O uso de turbantes não é algo que simplesmente está na moda, na verdade ele sempre foi usado, mas era como uma espécie de tabu, pelo fato de ser associado apenas à religião. Este adereço é muito mais que isso, é ancestralidade, é resistência. E essa é a palavra de ordem hoje para a mulher negra. Temos que resistir. A todo tipo de preconceito. Nossa luta não é pela cor, ela deve ser por respeito. Acima de tudo, devemos ter respeito, umas pelas outras, de pessoa para pessoa. Sem respeito, a gente não ganha nenhuma guerra!”.

É isso mesmo minha gente. Nenhum caso de preconceito pode passar impune. Respeito é a base de tudo. A minha liberdade termina exatamente aonde a do outro começa. E no dia em que a humanidade descobrir que respeitar o próximo é mais importante do que ficar fuçando o planeta Marte, seremos todos, com certeza, mais felizes.

Eu, sob produção de Kaká da Flor

#TireAMãoDoMeuTurbante #SomosTodasDandara

Esse texto foi escrito por Elba Coelho. Se gostou, diga: tá legal, tá bacana. Se não gostou, diga: melhore, Elba!

E-mail: elbacoelho@camacarimulher.com.br

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