Tem medo de dirigir? Veja como superar

Camaçarienses contam como perderam o medo

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Para a mulher, estar atrás do volante pode ser sinônimo de conquista, liberdade, autoconfiança, e até mesmo, poder. Não é à toa que o número de motoristas do sexo feminino, dirigindo/pilotando os mais variados tipos de veículos, só cresce a cada dia. Além disso, pertence a elas o título de mais prudentes no trânsito. Mas a verdade é que dirigir, para muitas, pode ser um verdadeiro tormento.

Primeiro porque a tarefa que parece fácil requer muita habilidade, autocontrole e segurança, afinal são vários comandos a serem operados ao mesmo tempo e é preciso saber como administrar isso, primeiramente, dentro de si mesma. Segundo, porque a responsabilidade de guiar um carro por aí, preservando a segurança de passageiros e pedestres vai além da atenção, envolve coerência, respeito, compreensão e, sobretudo, uma conscientização que deve ser exercitada numa via de mão dupla. E terceiro, porque tudo isso junto pode despertar um medo danado, um verdadeiro pânico para quem dirige, afinal volante na mão significa que tanto a sua vida quanto a dos demais (passageiros, condutores e pedestres) dependem do seu bom desempenho durante todo o trajeto a ser percorrido, e ter autoconfiança ou confiar em quem está dirigindo é uma ação que mexe com o emocional e, muitas vezes, acaba por paralisar a motorista.

Diversos são os fatores que podem causar esse tipo de fobia. Às vezes é só medo do desconhecido, em outras, o fato de ter vivenciado algum trauma no trânsito desperta um bloqueio emocional que resulta no pânico em dirigir, ou mesmo de entrar em um carro novamente, e existem até aqueles casos em que só de ouvir uma crítica do marido ou namorado, a mulher, mesmo habilitada, desiste e se “conforma” em ser só passageira. Mas, calma, calma, não criemos pânico! Para tudo tem uma solução! Existem diversas maneiras de superar isso: as autoescolas têm investido em aulas especiais para motoristas habilitados que não dirigem, alguns instrutores também dão aulas particulares; além disso, sempre existe aquele amigo ou amiga, com quem você pode contar para te ajudar a perder o medo, e, se for o caso, também existem psicólogos e terapeutas especialistas em tratar de pessoas com fobia de direção.

Conheça a história de duas mulheres que superaram o medo de dirigir e seguem esbanjando classe e autoconfiança pelas ruas e inspire-se!

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Milane Magalhães (à direita)

“Desde criança, meu grande sonho era dirigir. Tanto que até usava as tampas das vasilhas da minha casa como volante. Ficava olhando meu pai dirigir e sonhando com o dia em que eu poderia fazer o mesmo. No entanto, quando o meu tempo chegou, quase enlouqueci, pois achava impossível administrar tantos comandos no carro, câmbio, pedais, conduzir e ter que prestar atenção no trânsito ao mesmo tempo… E isso me travava muito, achava que era impossível fazer tudo de uma vez. Então, com a ajuda do meu paciente irmão, passei a treinar pelo meu bairro mesmo em horários em que o fluxo de veículos era menor. Menos de duas semanas depois eu já estava “encarando” o centro da cidade sozinha (em dias de domingo, é claro). Assim, em meio a uma barbeiragem aqui, outra ali, quando percebi, já estava indo até para Salvador, engatando a quinta marcha… Até hoje, não matei ninguém, nunca bati meu carro, sou uma dama ao volante, pilota de fuga às vezes, mas muito consciente!. No começo é complicado, difícil, embaraçoso, mas quando você aprende, não tem mais como esquecer”. Milane Magalhães, Jornalista

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Vandreia Lima

“Meu medo… digo, terror, em dirigir se deu em virtude de um acidente de carro que sofri aos 16 anos de idade e que resultou em uma fratura na coluna e meses sem andar. Mesmo após a recuperação, quando tive a necessidade de aprender a dirigir, comprei um carro e tudo me travava… Era algo tão psicológico que até conseguia pilotar outros carros, mas em hipótese alguma, conseguia dirigir o meu próprio veículo. Até então não sabia o real motivo do medo, só sabia que algo me travava e era incrível, pois só de entrar no carro, o coração acelerava e começava a suar frio. Além disso, amigos e familiares ficavam tirando sarro do meu pânico e isso passou a me inquietar de tal maneira que decidi buscar um tratamento profissional. Foi então que fiz quatro meses de terapia e acabei descobrindo a raiz da fobia: era trauma do acidente! Na última sessão, uma fala muito simples do médico obteve um impacto muito grande em mim. Ele me disse exatamente assim: “Vandreia, você conseguiu superar tantas dificuldades em sua vida, tantos medos. Por que você não se sente dona da sua própria vida? Dona do seu próprio caminho? Quando estamos ao volante é isso que somos: donos dos nossos destinos! Vamos para onde decidirmos ir! Então moça, seja dona da sua vida!”. Fui embora consciente de que eu realmente era dona do meu destino e de uma maneira muito incrível, naquele mesmo dia, eu saí de casa dirigindo o meu carro, e aos poucos fui melhorando e hoje estou totalmente curada! Vandréia Lima, Advogada e Empresária

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Esse texto foi escrito por Elba Coelho. Se gostou, diga: tá legal, tá bacana. Se não gostou, diga: melhore, Elba!

E-mail: elbacoelho@camacarimulher.com.br

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