Todos os filmes: Outubro é o mês do horror

Para quem ama filmes de terror, o Halloween é uma ocasião bastante divertida

por

Segundo a tradição norte-americana, outubro é o mês do horror. Eu sei que estamos no Brasil, onde todo ano ressurge a polêmica O-Dia-das-Bruxas-Deveria-Ser-Substituído-Pelo-Dia-do-Saci. Mas para quem, assim como eu, ama filmes de terror, o Halloween é uma ocasião bastante divertida.

Lembro sempre, na qualidade de pessoa que ama terror, de ter sido questionada mais de uma vez sobre o que motiva este gosto. “Qual a graça de sentir medo?”, perguntam as pessoas. A mesma graça de chorar em dramas, suponho eu. Os filmes exploram sentimentos, sejam eles amor, dor ou alegria, então não sei porque o medo deveria ficar de fora.

Gostamos de chorar ou de sentir medo? Não necessariamente. Mas, como disse Wes Craven, criador de Freddy Krueger, Pânico e alguém cuja morte tenho dificuldade em superar:

Você não entra num cinema e gasta dinheiro para sentir medo. Você entra num cinema e gasta dinheiro para ver os medos que você já tem colocados numa narrativa (…) As narrativas colocam os medos numa sequência administrável de eventos, nos dando uma maneira de lidar racionalmente com eles. (Fonte: IMDB)

Não à toa, é possível elencar muitos filmes que usam dos monstros, fantasmas e criaturas como metáforas para aspectos psicológicos de nossa existência. É assim em Babadook (2014) e Quando as luzes se apagam (2016), por exemplo. Ambos abordam a depressão e sugerem que nossos medos podem se tornar bastante poderosos quando tomam grandes proporções, externando-se e atingindo os que estão a nossa volta.

Mas se tudo o que te vem à cabeça quando pensa em terror são clichês tipo aquele da protagonista que toma as decisões mais estúpidas possíveis, cabe lembrar que, apesar de tal estereótipo, os filmes de terror também nos deixaram algumas das mulheres mais fortes e corajosas do cinema. Um exemplar digno de uma dessas heroínas está no também recente Hush: a morte ouve (2016).

Também não é verdade que o terror é um gênero que se alimenta exclusivamente das repetições. Tudo bem que as sequências, reboots e remakes passam um pouco da conta, mas procurando bem acabamos encontrando filmes com abordagens criativas. É o caso de Assim na terra como no inferno (2014), uma espécie de cruzamento entre Indiana Jones e Abismo do Medo com catacumbas francesas como pano de fundo.

E já que esta colunista não se decide entre filmes e livros, vamos falar deles também: o meu favorito absoluto é O bebê de Rosemary, de Ira Levin. Já de A casa assombrada (John Boyne), minha atual e viciante leitura, não tenho conseguido ficar longe por muito mais que cinco minutos. Para mais dicas, o canal de Tati Feltrin está em sua 4ª edição do mês do horror, momento do ano em que a youtuber lê e resenha livros do gênero.

Feliz mês das bruxas!

Deise Luz é colunista do Camaçari Mulher e só queria ver todos os filmes do mundo. Não é crítica e nem estuda cinema. A função que melhor ocupa é a de uma espectadora fiel, dedicada e ansiosa. Para ler mais textos de Deise, clique no nome dela ali em cima 😉

Comentários

comments

Leia Também