Tricotando com a doadora de alegria, Silvana Silva

Ela sempre gostou de ajudar as pessoas, principalmente idosos e crianças

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Silvana Silva CamaçariSilvana Silva tem 39 anos, é advogada e mora no bairro da Bomba. Dona de um jeito bem extrovertido de ser, ela é dessas que não passam despercebidas em lugar nenhum, fazendo  amigos por toda a parte. Na fila do banco, por exemplo, puxa assunto com as pessoas e quando se vê, já está conversando com elas como se fossem amigas de infância.

É com esse mesmo jeitinho que Silvana abre as portas de hospitais, orfanatos e asilos para levar um pouco de afeto a quem está passando por momentos difíceis. Vestida de alegria e recheada de felicidade, ela não leva apenas sorrisos a esses lugares: leva amor, leva carinho e esperança de dias melhores.

E foi para falar um pouco sobre esse lindo trabalho que Silvana tricotou com o Camaçari Mulher:

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Como tudo começou?

Desde sempre eu gostei de crianças e velhinhos. Mainha conta que na infância, quando eu voltava da escola e via um pedinte, ia para casa já pensando na hora de voltar e levar um pouco de comida. Cresci assim, ajudando as pessoas sempre que podia. Quando eu tinha uns 20 e poucos anos, assisti aquele filme “Patch Adams – O Amor é Contagioso”, fiquei encantada e resolvi  fazer algo parecido.

Como foi esse processo? E quais instituições você visita?

Falei com as assistentes sociais, consegui a liberação nos locais e fui, chamei minha mãe para ir comigo, chamei quem tinha vontade de ajudar. Sempre vou a abrigos de idosos, acho que eles são muito solitários; e também vou visitar orfanatos,  pessoas com câncer em hospitais, faço parte do GACC (Grupo de Apoio à Criança com Câncer), sei que existem muitas doenças ruins, mas essa eu considero a pior de todas.
Silvana Camaçari

Nesse tempo todo lidando com tantas histórias, teve alguma que te marcou de maneira especial?

Tem duas histórias. Uma é a de uma menininha chamada Jasmine. Perguntei a ela: qual o seu sonho? E ela me disse: voltar a ter cabelos. Nesse dia eu dei uma peruca para ela, e ela ficou tão feliz, sabe?! Uma menina de sete anos, apenas. Ver aquele sorriso, diante de uma atitude tão simples, foi um presente de Deus. Outra história é de uma mãe e uma filha que têm câncer, uma no olho esquerdo e outra no olho direito. A menina tem só quatro anos. Eu não sei como isso pode acontecer, mas acontece… é triste demais. Quando vejo histórias assim é que peço a Deus para me dar forças para continuar…

Mas você já pensou em parar?

Não…não me vejo parando. Como querer desistir de um trabalho desses? Levar um pouco de alegria para essas pessoas que sofrem tanto é o mínimo que posso fazer. Não são apenas elas que ganham, eu também me beneficio.  Acho que quando a gente doa amor, esse amor volta pra gente ainda mais forte. Para mim, o amor é sempre o melhor remédio.
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E se uma pessoa quiser se juntar a você e doar um pouquinho de alegria às pessoas necessitadas, o que é preciso?

É preciso muito amor no coração e vontade de viver em mundo melhor. Tendo isso, basta apenas me mandar um “zap”: 71 9 9203-3597. Vai ser o maior prazer contar com mais pessoas para espalhar um pouquinho de alegria e amor por aí!

 

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Esse texto foi escrito por Claudia Magnólia. Se gostou, diga: tá legal, tá bacana. Se não gostou, diga: melhore, Magnólia! Mas não deixe de expressar a sua opinião 😉

E-mail: claudiamagnolia@camacarimulher.com.br

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