Viver, um treinamento diário

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Se a vida é uma oportunidade para experimentar, aprender, certamente, é um treinamento diário, um estágio para um ser melhor. Ou melhor, para a essência. “De volta para casa”, para a espontaneidade perdida na caminhada. Porém, passível de resgate a qualquer momento! E a melhor hora? Agora! Porque o tempo nunca é mais, sempre é menos.

E para começar é preciso identificar: O que me incomoda? O que posso melhorar? Quais os desafios a superar? Que problemas, obstáculos, empecilhos se repetem ao longo da minha vida? É necessário coragem para despir-se da ilusão e recorrer à verdade, assim, investigar a causa raiz. Porque “mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira”.

Na compreensão do nosso passado podemos, enfim, perdoar as pessoas ao nosso redor, as situações e a nossa imperfeição de cada dia. Gradativamente, construímos uma história enriquecedora, desafiadora e, sobretudo, evolutiva.

“Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs. É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir. Cada um de nós compõe a sua história, cada ser em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz.”

Sábio Almir Sater, que na sua poesia, canta a importância de viver em essência, a espontaneidade de viver todas as “estações do ano, da vida”, tocando em frente com a certeza de que, quando nos conhecemos, podemos tomar posse de nossas vidas fazendo escolhas maduras, conscientes. Como consequência desse protagonismo, ajo a partir do meu centro, dos meus valores, propósito, pela crença, convicção de que é a melhor opção.

Molhar a grama, a minha grama, se torna uma tarefa rotineira. Deixo de olhar o jardim do vizinho e passo a nutrir o meu, simplesmente para nutrir, por puro amor. Amor próprio. Deste modo, os acontecimentos na vida são encarados a partir de um outro olhar. Saio da reação e vou para ação com comportamento fundamentado num nível de consciência de uma sabedoria interna, “meu centro”, pois me encontro alinhada e divido bem “o que é meu, do que é do outro”. Sem confusão, abro mão do desejo de revidar, reivindicar, vingar e passo apenas a SER. Simples assim, sendo, observo, corrijo, experimento e vivo. E viver é para poucos, porque a vida meu amor, não é para amadores.

 

Esse texto foi escrito por Andrea Batista, colunista do Camaçari Mulher. Para ler mais textos dessa Executive Coach curiosa, inquieta e eterna aprendiz, clique no nome dela ali em cima e aprecie sem moderação 😉

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