Camaçariando

Adriely Caroline e os desafios nos caminhos do amor próprio

Adriely Caroline. 22. Não gosta de se definir, não gosta de se limitar. Foca no bem-estar. É linda. Mas não se acha tanto. Como tantas. Como todas, ou quase. A gente vê na TV que ser magra é que é bom. Ninguém na revista tem celulite. Boa forma. Por fora. E por dentro? Quem liga? Adriely diz: eu não amo o meu corpo. Eu aceito, eu agradeço, sou saudável. Mas me olho no espelho e não gosto do que vejo. O que Adriely vê? O que você vê? Por trás dos sorrisos e dos likes no instagram. Você enxerga a dor de não pertencer? Autoaceitação. Um palavrão. Para tantas. Para muitas. Quase todas. Quando você fala para uma mulher que ela está gorda e que deve se cuidar, é com a saúde dela que você se preocupa? Adriely acha que não. Não é fácil não ter as medidas “padrão”. Ela manda fazer as próprias roupas. Compra pela internet. Aos 11, já usava de adulto. Tinha corpão. Começou a se isolar. Entrou em comunidades bulímicas do Orkut. Não foi fácil. Ainda não é. Quando será? Talvez nunca. Houve um tempo em que pareceu ser. Levantou a bandeira da autoafirmação. Sofreu. Cansou de brigar. Bater de frente. Adoeceu. Não tô afim de lutar!. Falou. Mas não fale mal do corpo dela. Ela não permite. Dentro de Adriely, a força persiste. Resiste. Linda, como ela. Como eu. Como você. Como tantas. Como todas. Avante!

 

FOTOS: Carolina Motta

 

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