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Cantadas: amá-las ou odiá-las?

Elas podem ser chulas: Gata, me chama de Tarzan e pega no meu cipó.

Podem ser “fofas”: Não tô na fila de transplantes, mas não posso viver sem teu coração.

Ou bem “engraçadinhas”: Gata, me chama de Nuvem, eu fico nu e você vem! Sua linda!

Mas uma coisa todas têm em comum: nem sempre são bem vindas!

De certo que na arte da conquista, a criatividade pode ser uma arma poderosa e, em alguns casos, até fundamental, mas será que toda cantada é legal? Foi isso que perguntamos a algumas das nossas seguidoras.

Iolanda Souza
Iolanda Souza

Para a auxiliar administrativa Iolanda Souza, de 23 anos, a cantada pode ser bem engraçada, como também extremamente constrangedora. “Procuro evitar sorrir para não dar liberdade, mas algumas são até engraçadas. Por outro lado, me sinto constrangida, quando é algo desrespeitoso. Afinal de contas, acredito que ninguém se sinta confortável ao ouvir um sonoro “gostooooooosa”, afirma Iolanda .

 

 

 

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Flavia Oliveira

Quem compartilha da mesma opinião é a professora de Ginástica Rítmica, Flávia Oliveira, de 20 anos.  Ela conta que tudo depende da intenção que é colocada na cantada. “Acredito que se o homem estiver afim mesmo de conquistar, ele vai saber lançar a cantada perfeita. Seja numa festa, num barzinho, ou até mesmo na padaria, vale tudo para conquistar COM RESPEITO o coração de alguém que faz o seu palpitar”, opina.

 

 

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Daniela Lessa

Há, também, quem não goste nada, a ponto de achar as cantadas uma agressão. É o que pensa a estudante de fonoaudiologia, Daniela Lessa, de 22 anos. “Algumas são tão invasivas que dão medo e fazem lembrar da repugnante, porém, real cultura do estupro no Brasil. De fato, devem ajudar a elevar a autoestima de alguém, mas as mulheres que não recebem bem devem ser respeitadas, embora isso na maioria das vezes não ocorra. Isso também gera muitos questionamentos, pois atesta que o machismo é algo que está tão intrinsecamente ligado à realidade de todo cidadão brasileiro, que é facilmente confundido com “elogio”, ou “valorização” da figura feminina. Desde quando um estranho gritando “GOSTOSA”, ou “DELÍCIA” na rua será uma situação confortável? Lógico que a sensação será de apreensão e, em alguns casos, de repúdio. Muitas mulheres sofrem de profundos traumas, às vezes decorrentes de assédios e abusos que já sofreram, outras medo de serem vítimas, e o histórico cultural existente no Brasil alimenta esses medos e impede que a maioria dos homens criem um sentimento de empatia e se tornem capazes de pensar em todas essas questões que podem ser problemáticas na vida de muitas de nós”, reflete Daniela.

E você, o que pensa sobre o assunto? Cantadas: amá-las ou odiá-las? Deixe sua opinião nos comentários!

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