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Casar??? Não! Não sou obrigada!

“Uma mulher de 30 se conhece o suficiente
para saber quem é, o que quer e quem quer.
Poucas mulheres de 30 se incomodam com
o que você pensa dela ou sobre o que ela está fazendo.
– Você nunca precisa se preocupar onde se
encaixa na vida dela. Basta agir como homem,
e o resto deixe que ela faça.
Senhoras, EU PEÇO DESCULPAS:
Para todos os homens que dizem,
“porque comprar uma vaca se você pode
beber o leite de traça?”, aqui está a novidade para vocês:
Hoje em dia 80% das mulheres são contra
o casamento, sabe por quê?
Porque as mulheres perceberam que
não vale a pena comprar um porco inteiro
só para ter uma linguiça. Nada mais justo”.

(Arnaldo Jabor)

Chegar aos 30, ou passar dessa idade, sozinha? Sem filhos? Como assim produção??? Pode??? Claro que pode!!!! Afinal, independentemente dos “achismos” da sociedade, a mulher balzaquiana da atualidade (pelo menos, a maioria) tem nas mãos as rédeas da própria vida e, dificilmente, se importa com o que vão dizer a esse respeito.

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O fato é que a chegada da terceira década de vida nas condições citadas acima, já não é vista como uma situação traumática, sofrida, mas, sim, na maioria das vezes, simplesmente, uma escolha. Isso mesmo, uma escolha, uma opção, um confortável estado de espírito. Além disso, onde está escrito que a mulher tem a obrigação de chegar aos 30 anos casada, com uma penca de filhos, e com uma casa para cuidar? Quem foi que disse que isso é tudo o que ela precisa para ser feliz? Nada contra, é claro, àquelas que morrem de pavor da idade e correm contra o tempo para encontrar um grande amor, casar, realizar-se profissionalmente, ter filhos, ou que simplesmente sonham com isso… mas tudo a favor, também, daquelas que querem um pouco mais da vida e de si mesmas. Que querem estudar, viajar, envolver-se sem compromisso, que não querem ter filhos de jeito de nenhum, que querem ‘ficar pra titia’ sim, afinal elas NÃO SÃO OBRIGADAS a nada!

Cristiane Fernandes

“O mais importante é estar feliz consigo e com suas escolhas”, atesta a psicóloga Cristiane Fernandes, 32 anos. Além disso, as mulheres não devem ficar nervosas nessa situação porque existem cobranças em qualquer faixa etária da vida, essas são apenas as típicas dos 30 anos. Ela também explica que a melhor maneira de encarar essa etapa de maneira positiva é buscando compreender a si mesma. “Hoje em dia, estar solteira pode ser, sim, uma opção de vida e sendo esta escolha encarada com tranquilidade e equilíbrio, vai gerar frutos, como aprendizado e autoconhecimento, ainda que existam as cobranças internas e externas”, enfatiza. Para a psicóloga, a mulher que esperava pela ‘crise dos 30’ passou a assumir novos papéis e novas responsabilidades, que geraram o bônus de ter autonomia para fazer mais escolhas e o ônus de ter que lidar com todos os questionamentos e cobranças. “Em décadas passadas as mulheres não tinham muitas opções do que fazer na vida, a não ser casar-se. Porém, nos dias de hoje, as mulheres têm outras possibilidades, como estudar, trabalhar, viajar, etc. Com isso, muitas delas optam por essas oportunidades e colocam o casamento em segundo plano ou mesmo fora de sua lista de objetivos, decisão que incomoda a sociedade, por uma questão de conceito cultural”, acrescenta.

Quando perguntada sobre o lado bom de estar solteira aos 30 anos, do ponto de vista profissional, Cristiane assegura: “É no momento em que estamos sozinhos que temos autoconsciência e fazemos uma análise interior, entramos em contato com as nossas emoções, com nossos desejos internos, nossos conflitos e ensejos mais ocultos. Esse momento é fundamental para a criatividade e inovação. Segundo os especialistas, é a partir dos 30 anos que iniciamos o ritual da vida adulta, e que, se conseguirmos encarar todas essas mudanças com maturidade e naturalidade, muito provavelmente, vamos nos tornar mais confiantes e seguras de nossas escolhas e decisões. Então, acredito que se conseguirmos somar o autoconhecimento que o estar sozinho proporciona, com a segurança e confiança que a idade nos dá, seremos capazes de promover transformações significativas e consistentes em nossas vidas”.

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Partindo desse pressuposto, é possível dizer que esta fase da vida só virará uma crise propriamente dita se a própria mulher assim a encarar, então, cabe a ela (e somente a ela) defini-la como solidão ou liberdade.

E lembrem-se: não somos obrigadas a nada!

cmulhermenor

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