Homem com a Palavra

Desafios do Machão do século 21

Ei Machão, precisamos ter um papo reto, primeiramente quero dizer que você perdeu Playboy. É isso mesmo! Se você cresceu achando que o mundo iria ser aquele que desenharam para você, que tem tudo em volta do seu umbigo de macho, esqueça, já era, game over. Se você achava que ia chegar onde você está hoje, todo cheio de marra, cheio das valentias, levantando a voz, falando alto, maltratando a mulher amada, sinto muito por você, esse modelo de Macho Alfa tá fora de moda há muito tempo, pena que não lhe avisaram.

No seu subconsciente mal-educado, achava que estaria fazendo o melhor para a mulher, quando pensava: “Mulher minha não vai trabalhar, o que ela quiser eu dou, vou comprar as roupas dela, eu tenho bom gosto”. Véi, na moral! Você é ridículo e ainda achava que iria contar com a conivência de uma sociedade escrota, que apoiou todo tipo de negação, humilhação e castração do universo feminino no século passado. Vai não papai!

Pois bem, abstraia e vamos aprendendo juntos, você já deve ter visto que esse cara que você construiu não passará, o jogo agora é a vera, não adianta dizer que foi sua mãe que lhe ensinou a ser assim, por que eu duvido, mas se foi, ela errou também, precisamos reaprender.

Entenda:

Homens e Mulheres têm direitos iguais. Se ligue! Graças a Deus, elas hoje têm a faca e o queijo nas mãos, que nada mais é que, direitos e garantias individuais, DEAM e Lei Maria da penha. Se você não sabe o que é, se informe, porque em algum momento tudo que você disser ou fizer poderá e será usado contra você.

Atitude! Quem disse que o convite para sair só pode partir do homem? Se a mulher toma atitude de lhe convidar para sair, ela é simplesmente uma mulher de atitude, se você em sua mente minúscula acha que cabe algum termo pejorativo para ela, faça um favor para a sociedade, quando ela lhe convidar, não aceite, diga que você é pouco homem para ela.

Tem mais, você saiu com a garota, na hora de pagar, não fique arrotando seu cartão de credito mega master ultra. Primeiro, pergunte se ela se importa que você pague a conta. Se ela disser que sim, que se importa [isso nem é ruim], você aceita de bom grado que ela pague a conta ou a parte dela. Caso ela não se importe, você delicadamente paga a conta, Véi! Vá na educação, vá nas “manhas”.

E no final do encontro, não fique achando que o fato de você ter investido duas caixinhas de itaipava, ter levado a “mina” para dá um “rolê” no seu fantástico possante importado, duas portas e que ela tem alguma obrigação com você. Ela não é obrigada a nada, isso mesmo: A nada! O que ela fizer ou deixar de fazer é por vontade única e exclusiva dela, se alerte!

Se sua mulher, noiva, namorada, ficante, peguete engravidou, tenha decência, assuma sua parada, agora seu satanás, não fique de “chibiatagem”! Não fique dizendo que não estava preparado para ser pai naquele momento, ou coisas do tipo, por que quem não quer ser pai não faz.

E se passa aquela “gostosa” na rua, com um shortinho “atochado”, logo você pensa, pensou? Pare por aí mesmo! A mulher, tem o direito de usar o cabelo e a roupa que ela quiser, onde ela quiser da forma que ela quiser. A roupa não define o que ela é, ou o que ela faz, a única coisa que a roupa diz é que este é o estilo que ela gosta e se sente bem. Ops! Já ia esquecendo vá mostrar seu dente furado ao dentista, no meio da rua não.

Nas festas populares, também prevalece a educação. Não pode tocar, pegar, passar a mão, puxar cabelo, beijar forçado, nunca, em hipótese nenhuma, se ela não pediu não faça, você pode pegar até 1 ano de prisão.

Mulher é livre, não é propriedade, de pai, marido, irmão, namorado, “ficante”, “peguete”, de ninguém, ela é unicamente dela.

A Mulher tem direito de trabalhar, onde, como, com quê e com quem ela quiser, se isso é muito para você, “vase”.

Se você não tem amadurecimento ou autoestima suficiente, para tocar um relacionamento no século 21, é melhor você viver no 5 contra 1.

Por fim aprendemos que o desafio do Machão, é saber que no século 21 não tem lugar para esse “Machão” do século passado e que os “machistas não passarão”.

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