Made in Zoropa

Made in Zoropa: Bethania saiu do Brasil para ser feliz na Irlanda

E aí genteee, sentiram minha falta? Ou melhor, falta dos meus textos?

Bethania_1Hoje vim contar para vocês a história de Bethania Barry, uma mulher maravilhosa, exemplo de superação e vitória.Com uma infância pobre, seus pais se separaram quando ela tinha  um ano de idade e sua mãe se viu sozinha com três filhas para criar. A mãe de Bethania trabalhava em um hospital e dava plantão 24 horas. “Passamos por tempos muito difíceis, mas minha mãe sempre prezou muito pelo nosso crescimento e sempre fez de tudo pra que nós tivéssemos uma boa educação”, revelou.

Aos 16, Bethania foi trabalhar para conseguir ajudar sua irmã a se manter num mestrado público e também para pagar sua faculdade. Em 2004, conseguiu seu primeiro emprego como estagiária numa empresa de combustíveis na área de logística e em 2006 se formou em Administração de Empresas.

Quando os 30 anos de idade estavam se aproximando, Bethania teve a famosa crise dos 30. Morava sozinha, de aluguel e tinha um salário razoável, mas a vida andava sem nenhuma emoção ou novidade. “Aos 20, a gente idealiza que quando chegar aos 30 estará independente financeiramente, casada, com filhos, carro, casa… mas quando chega aos 30 e vê que não tem nada daquilo, ocorre esse choque”, conta.

De certa forma, a crise aliada a uma demissão inesperada, foram o gatilho para que ela resolvesse usar seu FGTS para viajar por alguns meses, aprender inglês e voltar depois de seis meses ou um ano, com melhores perspectivas de conseguir um emprego melhor.

A volta de Bethania ao Brasil nunca aconteceu.

A demissão ocorreu em 13/09/2010 e no dia 20/11/2010 ela pisava pela primeira vez na Irlanda. A carioca entrou no avião em prantos com medo do que viria pela frente. Para esquecer do medo, nem que fosse por alguns minutos, ela resolveu abrir o livro “A Cabana” e a primeira frase que leu foi: “Duas estradas se bifurcaram no meio da minha vida, ouvi um sábio dizer. Peguei a estrada menos usada. E isso fez toda a diferença cada noite e cada dia”.

Naquele momento, ela percebeu que aquela viagem não estava sendo por acaso e resolveu acreditar no destino.

Em fevereiro, conseguiu um emprego num café. Nos primeiros dias, morria de vergonha de usar uniforme, servir café. Sentia vergonha de ser formada e estar ali. Isso durou bem pouco. Foi a época mais difícil em termos de cansaço para Bethahia, mas, foi também a mais gratificante, em que aprendeu mais sobre valores humanos. No final do primeiro ano, resolveu que era a hora de voltar. Quando começou a arrumar as malas, percebeu que ainda não era a hora de deixar a Ilha Esmeralda (como chamam a Irlanda).

Em abril de 2012, conheceu um rapaz que, mal sabia ela, ele seria o seu companheiro de vida. Dois anos depois, em maio de 2014, se casaram. Percebeu que nunca mais voltaria ao Brasil, sua vida, mais do que nunca, estava na Irlanda.

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Logo que casou, conseguiu um emprego, e há dois anos trabalha na área de exportação de medicamentos. “Sou extremamente feliz na minha vida e não mudaria uma vírgula na minha história “, relata.

Perguntada sobre o futuro, Bethania quer ter oportunidade de poder contribuir de alguma maneira em projetos sociais e aumentar as chances de crescimento de pessoas que, assim como ela, vieram da pobreza e matam um leão por dia em busca de um lugar ao sol.

Inspiradora essa história, né?!  Como diz Bethania: “Acho que a vida é curta para viver e morrer no mesmo lugar. Buscar novas experiências é algo que nos transforma. Não precisa necessariamente ser em outro país, mas dentro do nosso Brasil existe um infinito de culturas, sabores, climas…  explorar o diferente, estudar algo novo, trabalhar em algo que jamais se imaginou são atitudes que impulsionam nossa vida para caminhos que podem nos surpreender positivamente”.

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Pensem nisso!

Beijos e até a próxima!

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