Pets

Camaçarienses provam que Mãe de Pet também é Mãe!

Faça cara feia quem quiser e “muchocho” quem se achar no direito, mas se mãe é quem cuida, quem se preocupa, dá carinho, amor, impõe limites e faz de tudo para ver seus filhos felizes, então mãe de pet também é mãe!

Jucelia Barbosa3E quem quiser que diga o contrário para a engenheira Jucélia Barbosa, de 30 anos. A casa dela é repleta de cachorros e gatos (26 no total e a maioria resgatada das ruas) que são considerados como filhos. De variadas raças e idades, eles fazem a festa no quintal e são a alegria de todos os moradores. A residência é cercada por área verde, e, por isso, não é raro que alguns “amigos” apareçam para uma visita de cortesia: pássaros, cobras, saguis e até mesmo saruês, todos são bem-vindos e tratados com carinho.
Jucelia Barbosa1Como vida de mãe não é fácil, Jucélia não nega que dá uma trabalheira manter o local limpo, sem contar as despesas com alimentação (são 255 kg de ração por mês) e saúde dos bichanos. No entanto, para ela, isso não é nada comparado a alegria de tê-los por perto. “Ser mãe de pet é ser agraciada todos os dias com o carinho deles expressado na alegria de nossa chegada, a proteção que eles nos dão e a eterna gratidão que têm. Nossos cachorros e gatos só faltam falar, nos compreendem, sabem quando estão certos ou errados e estão sempre do nosso lado. Amo demais!”, declara.

Coincidência ou não, a jornalista Alice Coelho carrega no sobrenome a paixão pelos orelhudos. Na casa dela são quatro: Kika, Mandela, Sebastião e Cléo. Eles mandam e desmandam no coração da mamãe que, por trabalhar home-office, consegue estar mais tempo ao lado deles, dengando, acarinhando e enchendo de beijos. Como os bichinhos estão acostumados a receber muito carinho, Alice e o marido evitam passar longos períodos longe do lar e não programam nada sem levar em consideração o bem-estar da “coelharada”, principalmente porque um deles precisa de cuidado especial.

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“Sebastião foi adotado por nós depois de ter sido encontrado mordido por um cachorro. Ficou com problemas de locomoção, sem a visão e com dano cerebral. Chegou frágil, fez acupuntura, fisioterapia e tratamento alopático e homeopático. Foram noites sem dormir pensando na melhor forma de cuidar dele, que hoje está bem melhor e até namora a Cléo”, conta a zelosa mamãe. “Sinto uma felicidade enorme ao receber os carinhos espontâneos deles, ver quando fazem graça ou o modo que se comunicam com a gente. Fico boba quando os vejo fazendo coisas fora do comum: subindo e descendo escadas, pulando mais alto do que imaginamos, roendo o inesperado (parede, fios da tela de grade). Eles são alegria diária!”, derrete-se.

carla maiaMas, mesmo com tantos cuidados, as mães de pets não estão isentas de lidar com a dor de perder seu animalzinho. Foi o que aconteceu com a advogada Carla Maia, 29 anos, que mesmo sabendo dos problemas de saúde com os quais nasceu Filó, fez questão de levá-la para casa e dar todo o amor necessário. Apesar dos esforços, o porquinho da índia não resistiu, mas Carla tem certeza que a relação nunca será esquecida. “Guardo na minha mentFilomena e Joaquinae e no meu coração nossas lembranças. Minha Filomena foi uma providência de Deus num momento em que meu estoque de alegria estava na reserva”, conta a advogada que desde pequena é zelosa com os animais. “Sempre tive bichinhos e os considero como filhos, eles me fazem companhia e amo tê-los em casa. Confesso que a rotina e a responsabilidade são grandes, já perdi noite, festas, perdi viagens, mas o amor que recebo é mais que gratificante, converso com meus pets e sei que de alguma forma eles me entendem”, revela Carla, que agora dedica os cuidados à pequena Joaquina, da mesma raça de sua saudosa Filó.marciamaedepet

Com cinco filhos para chamar de seus, a servidora pública Márcia Ribeiro é só amor e dedicação à Babi, Bebê, Aquiles, Nino e Bibi. Para ela, “eles têm um amor fiel e muito maior que qualquer ser humano”. Protetora e apaixonada por animais, principalmente por cachorros, Márcia carrega consigo uma mensagem do filme “Marley & Eu” que, para ela, resume a importância deste sentimento:

“Um cão não precisa de carros modernos, palacetes ou roupas de grife. Símbolos de status não significam nada para ele. Um pedaço de madeira encontrado na praia serve. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Um cão não se importa se você é rico ou pobre, educado ou analfabeto, inteligente ou burro. Se você lhe der seu coração, ele lhe dará o dele”.

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