Croniquinhas da Aline

Croniquinhas da Aline: MANHÊÊÊÊ!

“Quando você morar longe da sua mãe, vai entender o que quero dizer”. Escutei isso outro dia, comentando sobre as estranhas relações familiares, ao meu ver. Esse é o problema: ao meu ver. Levei uma bronca por conta do meu discurso, que pautava no quanto as pessoas deixam de ligar para os familiares, de visitá-los raramente depois de morarem distantes, de como conversam pouco e saem menos ainda. “Mas você não sai da barra da sua mãe!”. Ah, minha gente! Não saio mesmo não! Moro perto de minha mãe – embaixo de sua casa, na verdade (risos) – e amo comer sua comida (mesmo quando eu tenho pronta em casa), jogar conversa fora, rir das suas estórias, o quanto é turrona com meu pai, o quanto ela detesta que eu corrija algum comportamento que me desagrade ( “Eu sou sua mãe e não sua pariceira! Me respeite!” – quem nunca, hein?), quando ela me liga perguntando onde estou porque não escutou minha voz de sua casa, sua proteção com meus filhotes, os gritos da janela (“Aliiiiine, vai almoçar o quê hooooje? “).

Já pensei algumas vezes que minha família era estranha ( mas isso é pretérito) e o interlocutor da fala acima me disse que sua família não é. No decorrer do diálogo dei-me conta de que não poderia comparar minha família à dele. Cada seio familiar tem seus costumes, suas próprias relações construídas no seu reino, seu lar. Sua relação é apenas diferente – mas não admiti isso na hora (risos).

Um dia morarei distante de minha família , pois a galera aqui de casa tem desejo de uma casa maior. Mas juro solenemente visitar minha mãe, ligar para ela todos os dias, comer sua comidinha sempre que puder e tomar café feito por meu pai ( para ele não ficar com ciuminho por não figurar nesse texto) e dar aquelas boas risadas na mesa da cozinha.

Deem um cheirinho nas suas mães por mim, viu? E se elas não estiverem por perto, lembrem-se de seu cheiro por mim também (quando criança, eu cheirava as roupas de minha mãe às escondidas! ).

Aloha!

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