Comportamentohome

Minha irmã, minha melhor amiga

Ter um montão de amigas é bom demais, e como diz a Bíblia: há amigo mais chegado que um irmão. Mas quando sua irmã de sangue é sua melhor amiga, é outro nível! É algo que vai além dos laços fraternos, extrapola as conveniências e, na maioria das vezes, é inexplicável, principalmente se você tem outros irmãos e irmãs com os quais não possui a mesma ligação. Algumas vezes, essa relação de amizade entre irmãs, demora um pouco a se mostrar e vai se ajustando com o tempo, afinal diversos fatores podem “atrasar” esse encontro de almas; pode ser a disputa pela atenção dos pais, pelo espaço no quarto, a diferença de idade, etc, mas quando acontece é sempre forte, verdadeiro, indissolúvel, indestrutível.

Anísia e Araci

Este é exatamente o caso das inseparáveis irmãs Barbosa, que de tão unidas e parecidas, muitas vezes, são confundidas. Para Anísia e Araci, estar em um lugar sem a outra é estar incompleta, é uma incessante sensação de que algo está faltando e de que tudo está sem graça. São carne e unha, almas gêmeas, e não escondem isso de ninguém, nem dos outros seis irmãos. E elas são do tipo que fazem tudo juntinhas, desde a ida e volta para o trabalho, festas (os shows de Harmonia do Samba que o digam!), viagens, almoços, que sentem quando a outra não está bem só pelo olhar… Uma sabe de todos os segredos da outra, se defendem, se protegem, se amam!

Anísia conta que há mais de dez anos, todos os dias, tem a doce tarefa de levar a irmã para casa no retorno do trabalho (faça chuva ou faça sol), e o trajeto que era para durar apenas cinco minutos acaba levando mais que o dobro por conta das conversas entre as duas, o que seria comum se elas não trabalhassem na mesma empresa, morassem no mesmo bairro e fizessem tudo juntas. “Às vezes, depois que a deixo em casa, ainda ligo para ela pra continuarmos a conversa”, revela Anísia. E elas fazem questão de dizer que uma completa a outra desde a infância. “Ela sempre esteve comigo, não tenho uma lembrança da vida em que Anísia não se faça presente. Nos melhores e piores momentos. Quando meus filhos nasceram ela estava comigo, quando perdi um deles, ela também estava lá, resolvendo tudo e me dando apoio, carinho. Não me senti só, nem por um instante, porque ela estava ali”, recorda Araci. E quando perguntadas sobre o que acham que fariam se, por algum motivo, tivessem que se separar, elas não titubeiam:

1-10387697_1586308564939961_8280092344067533625_n

“Eu nem consigo imaginar a minha vida sem ela ou longe dela, está fora de cogitação. É impossível”, diz Araci.

 

1-13494912_819194728213932_3985367278340891109_n

“Eu e ela somos a mesma pessoa, então não teria como viver sem mim mesma. Vim para Camaçari por causa dela e vou atrás dela para onde for”, reforça Anísia.

cmulhermenor

Comentários

comments