Comportamentohome

No dia dos avós descubra porque amor de vó é bem maior!

“Só aprende a ser filha quem se torna mãe. E, dizem, só aprende a ser mãe quem se torna avó”. Não se sabe ao certo de quem é a autoria dessa frase, mas que ela é bem verdadeira, não se pode negar. Afinal, compreender o que se passa na cabeça de uma avó é tarefa possível apenas para quem chega a assumir esse papel.

Cumprindo a dupla tarefa (afinal, vó é mãe duas vezes), elas se esforçam ao máximo para serem melhores do que um dia foram com seus próprios filhos. Não poupam cuidados, pecam pelo excesso, algumas muito rígidas, outras flexíveis demais… A verdade é que vó que é vó tem papel muito importante na educação dos netos e, por isso, ela está sempre em busca da perfeição: quer ser exemplo, ser mais amiga, estar do lado deles em todos os momentos, mesmo que, para isso, algumas vezes, tenha que “bater de frente” com os próprios pais.

Durante muito tempo, o que a avó dizia se tornava lição de casa, filhas e noras já se tornavam mães sabendo que a “interferência” era de lei e já se preparavam para aprender, fosse a papinha, os remedinhos caseiros, as roupinhas certas, os melhores conselhos, mas hoje em dia essa relação acaba enfrentando alguns percalços no meio do caminho, afinal, com tanto acesso a informação e avanços na medicina, fica difícil convencer as mães das crianças de que a velha sabedoria e experiência das vovós são suficientes para fazê-las acertar na educação dos filhos. O pediatra acaba assumindo o papel de “orientador” da infância, a internet vira a “conselheira” para aquelas situações em que não se sabe o que dizer ou como lidar com essa geração que parece já ter nascido pronta, mas, calma! Apesar de cada um ser livre para criar os filhos como achar melhor (e respeitar isso é fundamental), ainda existem as super vovós! Aquelas que participam de cada momento, que cuidam e até criam os netos, que dão aquele colinho para onde todos querem correr em busca de afago, socorro ou atenção.

Um grande exemplo disso é a vovó Gorett Alves, 51 anos. Participando de cada momento da vida da pequena Flor, ela conta que cada dia é uma nova descoberta, com muitas alegrias e, também, algumas preocupações que a deixam ansiosa por saber o que o dia seguinte lhes reservará. Tal preocupação se deve ao fato de Flor ter nascido com hidrocefalia (acúmulo anormal de líquido dentro do crânio que leva ao inchaço e ao aumento de pressão do cérebro) e, por isso, necessitar de cuidados especiais, o que faz com que a relação entre ela e a filha Laíra, seja de extrema parceria e cumplicidade. É ela quem cuida da neta quando a mãe está no trabalho. “Tenho certeza de que minha filha fica menos preocupada quando ela está comigo devido ao cuidado que tenho, em todos os sentidos. Minha neta é o meu milagre”, ressalta. E o fato de ser técnica em enfermagem só ajuda Gorett a desempenhar esse papel de maneira ainda mais eficaz. Para ela, a tarefa é, acima de tudo, gratificante. “Ser avó é uma experiência ímpar. É bem mais gratificante do que ser só mãe, porque a vida te prepara e faz com que a experiência vivida com o filho se aperfeiçoe com a chegada de um neto. Além disso, a paciência e a tolerância ficam mais refinadas”, observa.

Vovó Gorett, Flor e Laíra

Mãe de três filhas, Maria Auxiliadora Oliveira, 63 anos, mais conhecida como vó Dôra, vive com a casa cheia e adora estar cercada pelos netos. Seguindo a regra de que ser avó é ter papel duplicado, ela não esconde a satisfação em poder participar de cada etapa da criação dos netos, tanto da mais velha Evellin, que foi criada por ela, quanto dos demais: Yanne, Yuri, Stefany e Gerson, que vivem mais distantes. “Ser avó é carregar bastante amor para dar às filhas e aos netos que chegam depois. A minha relação com meus netos é uma das melhores. Sou uma avó carinhosa e dedicada. É simplesmente, maravilhoso!”, afirma.

Stefany, Vó Dôra, Yuri, Evelin, Yanne e Gerson

E sabe aquela “vovozona” que cuida de todos os netos, corre daqui e dali para levar ao médico, que leva a nora para o pré-natal, que enfrenta fila de madrugada para pegar uma senha para vacina, que brinca, que leva pra passear, que leva pra escola, que substitui a babá, que cuida da alimentação, que faz de um tudo e que acha uma verdadeira delícia ser avó? Esta é a vovó Glória. A aposentada de 61 anos, acompanha o pique de Cauã Victor, Natália, Ricardo e Guilherme, e está sempre ali, disposta a abrir mão de tudo por eles. “Amor de neto é dobrado e não existe tarefa mais prazerosa do que cuidar deles. Faço tudo por eles, por amor e com amor”, garante. E toda a “corujiçe” tem o aval das filhas e nora que fazem questão de que ela esteja sempre presente.

Vó Glória e seus netinhos

E o que todas essas super vovós têm em comum é o fato de que, apesar de todo o envolvimento e contribuição na criação dos netos, elas fazem questão de respeitar o espaço e o papel dos pais na vida de cada um deles. Dão opinião, sim, educam também, mas sabem que existem determinados limites e fazem questão de não ultrapassá-los garantindo assim uma relação saudável com pais e filhos. E a recompensa disso tudo? Muito amor devolvido em forma de carinho, respeito, atenção, consideração, amizade, cumplicidade e todos aqueles outros sentimentos bons que se encaixam direitinho no colo quentinho que só uma vovó tem.

cmulhermenor

Comentários

comments