Diálogos Internos

Quando me perdi, enfim me achei

“Você não existe para você?”
Como receber, perceber e se conter diante de tal afirmação!?
As lágrimas correm na face, o coração bate cheio de emoção.
O que fazer? Se antes me sentia fogo, agora não estou mais em combustão.

Me disponho a entender e enfrentar o desafio de sair do controle. Qual a missão, o que preciso aprender? Qual o propósito desta situação ou pessoa na minha vida?

Permito-me devanear na minha história para buscar minha essência. Como se fosse um retorno para casa. Para minha casa. Meu “Eu”. E me dou conta que sou tudo, sou nada, sou fogo, sou água, sou luz e sombra…sou leve como rio que deságua no mar. Não deixo levar-me pelos obstáculos, apenas continuo, embora mude o ritmo, “o como”. Ainda que barcos naveguem, folhas flutuem, ainda serei rio.

Há tantos mistérios que determinam outros caminhos, incluindo os diferentes do que escolhi. Então, me entrego. Peço somente o necessário para conquistar essa liberdade mental, e assim, ousar novos voos conforme o fluxo. E a vida, com sua sabedoria, sabe de todas as coisas, me leva ao lugar onde devo estar e me livra da miopia. E quando foco em mim, vejo e entendo os sinais e…

Mais uma vez, permito-me nascer, renascer outra vez… apagar as coisas dentro do possível e reiniciar a história. Ainda que eu consiga, terei tantas lembranças impregnadas no meu DNA, tudo bem, não há problema. Foram essas marcas que um dia moveram–se se para construir o que sou, quem sou hoje.

Após um período de recolhimento, de reflexão, levanto-me, para viver. E percebo que estava perdida me procurando em outros olhares, enquanto sentia saudade de mim mesma. Pausa, reflexão, silêncio, sinto… entro em conexão.

E enfim, percebo que tudo que preciso está dentro de mim. Mas só acesso quando me amo, me cuido. A Felicidade se reflete de dentro para fora. Ela mora aqui. Aqui dentro de mim!

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