Autoconhecimento

Reinado Interno: uma experiência transformadora

É preciso muita coragem para mergulhar no mais profundo de nós. A gente não sabe o que vai encontrar a cada braçada, a gente não sabe se está preparada para lidar com situações que talvez tenhamos varrido para debaixo do tapete, lá atrás. Mas ter essa iniciativa é importante para que possamos nos perdoar, nos amar, e nos autorresponsabilizar a ponto de irmos em busca da plenitude de vida que nos cabe.

Ter quem nos conduza com carinho e cuidado nesse processo necessário, porém difícil, faz toda a diferença. Uma das minhas “mestras” nisso tem sido Andrea Batista, colunista aqui do Camaçari Mulher. Ela é coach, especialista em desenvolvimento humano, mãe, mulher, e um ser humano incrível, desses que a gente tem vontade de compartilhar com o mundo, sabem?! Eu me derreto mesmo ao falar dela porque mulheres que fazem a diferença na vida de outras mulheres merecem todo o enaltecimento do universo.

Com ela eu iniciei, em março, o Reinado Interno, um projeto lindo, lindo, lindo, que consiste em ajudar mulheres a acessar e resgatar o seu Poder Pessoal. Esse processo é gradativo, e ocorre durante três ciclos que contam com quatro encontros presenciais.

Eu criança

No primeiro encontro, falamos sobre a nossa infância, nossa criança, e isso me trouxe uma clareza de vida surpreendente. Lembrei-me do quanto fui uma criança moleca e feliz, sem grandes preocupações. Obviamente, não ter nenhum boleto para pagar torna tudo mais simples, porém, o que eu mais sinto falta de mim enquanto criança era de viver no “dia de hoje”. Como eu sou uma pessoa muito ansiosa, estou sempre com o pensamento lá na frente, cheio de projeções para o futuro. A vida adulta exige isso, sim, mas eu, assim como muita gente (com vocês também é assim?) às vezes não vivo exatamente o momento de agora porque estou planejando demais o momento seguinte. Desde essa experiência, tenho feito um esforço para me manter no aqui e agora, para dar o melhor de mim hoje e saber que isso, sim, fará diferença no que está por vir.

Eu inferior

No segundo encontro, acessamos partes que nos incomodam em nós. Também saímos da nossa zona de conforto e tivemos que trocar experiências com uma participante que não era do nosso ciclo de amizade. No início rola aquela estranheza, mas depois de cinco minutos a gente tá como? Trocando figurinhas, aconselhando e até chorando no ombro da nova amiga. Impressionante como temos todas, em algum nível, experiências parecidas, e o quanto podemos ajudar umas às outras. Nesse encontro também ouvimos uma música que tocou muito o meu coração e que escuto sempre que quero me energizar:

Eu Máscara

Do terceiro encontro eu não pude participar porque o meu filho estava doentinho e precisava de colo, mas minha parceira de vida e do Camaçari Mulher, Elbinha, participou e me contou que, nesta vivência, a autossabotagem foi o tema da vez. Porque, tantas e tantas vezes, somos nossos próprios algozes? Do que temos tanto medo que vivemos a nos boicotar? É uma boa reflexão a se fazer.

Eu Superior

O quarto encontro foi o encerramento deste primeiro ciclo. Por sugestão nossa, nos reunimos num sábado de manhã e tomamos café juntas na casa de uma das participantes. Foi naquele esquema de cada uma levar um pratinho, sabem?! Foi ótimo, intimista, percebi ali que não éramos mais apenas integrantes de uma vivência, e, sim, mulheres que estavam construindo, também, uma conexão, um laço de amizade, exercitando a sororidade.

Neste encerramento, a mensagem foi sobre uma maior compreensão consigo mesma, e eu só pude agradecer ao universo a oportunidade de estar ali. Não acredito no acaso e, mais uma vez, me dei conta do quanto precisava estar ali trocando ideias com aquelas mulheres fantásticas, encarando de frente a necessidade de me conectar comigo, ouvir minha voz interior, me desapegar de mágoas, dores, abrir meu coração para um novo eu, mais leve, menos preocupado, menos estressado, livre de culpas. Um eu que encara os medos de frente, que não tem receio de se esvaziar porque compreende que, quando estamos conectados com a nossa verdade interior, acessamos a plenitude.

Transformação

Este primeiro ciclo é denominado DESPERTAR. E não poderia mesmo, haver nomenclatura melhor. Despertar para uma vida de autorresponsabilidade, cura e leveza. Foi isso que o Reinado Interno provocou em mim. E em cada participante, provocou outros despertares. É um processo conjunto, mas ao mesmo tempo individual. O que posso garantir, através dos depoimentos que ouvi é que, absolutamente, ninguém saiu da mesma forma que entrou. Despertamos, todas, para a nossa força feminina, nosso poder pessoal, nos demos conta que somos as rainhas do nosso lar: nós mesmas. E essa é a maior riqueza que existe. É tão rico vivenciar isso que fiz questão de vir escrever textão e compartilhar essa experiência transformadora, fantástica. Toda mulher merece um Reinado Interno.

Que venha o próximo ciclo!

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