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Todos os livros do mundo (ou quase)

Às vezes eu me pergunto se gosto mais de música, cinema ou literatura. Não que precise escolher, mas eu me pergunto mesmo assim. E sempre que me pergunto, a música, por mais que eu goste tanto, é a primeira a sobrar. A escolha entre cinema e literatura é bem mais difícil, porque o que eu gosto mesmo é que me contem histórias.

E eu sei que o nome dessa coluna é “Todos os FILMES do mundo”, mas vamos fingir que existe ali um subtítulo assim: “e todos os livros também!” porque eu não consigo deixá-los em segundo plano.

Assim como eu queria ver todos os filmes do mundo, eu queria ler todos os livros que existem… Ok, todos também não. Quase todos. Porque tem aqueles livros que não agradam tanto, né?. E aí vem a dúvida: com estes, o que a gente faz? A gente insiste ou a gente abandona (afinal a vida, ao contrário da lista das próximas leituras, é bem curta)?

Digo isso porque em abril desse ano comecei a ler Anna Karenina, o clássico do escritor russo Leon Tolstoi. Comecei e até hoje, quatro meses depois, não terminei. São 757 páginas distribuídas em dois volumes escritos da forma mais preciosa possível, mas que não me empolgaram tanto quanto eu pensei que empolgariam.

Sou super a favor de interromper o que quer que seja (leitura, filmes, séries, relacionamentos) quando não está agradando. Ainda mais em literatura, quando se sentir preso a um livro pode acabar afetando negativamente a relação do leitor com a leitura.

Mas, por outro lado, clássicos são clássicos. Se um clássico se tornou um clássico isso não ocorreu aleatoriamente, mas sim devido à sua importância histórica, cultural e educacional. E eu acredito que o contato com eles tende a nos tornar melhores. Por isso, resolvi insistir em Anna Karenina, que continuará a ser a minha companhia literária pelos próximos meses dias. Como diria Inês Brasil, vambora fazendo!

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